Um total de 1.564 denúncias de violência política contra mulheres foi registrado pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 entre janeiro e agosto de 2026. Os dados correspondem a 1.581 violações identificadas no período das eleições gerais.
As mulheres pretas e pardas formam o grupo mais atingido, respondendo por mais de 53% dos casos, o que representa 842 registros. Mulheres brancas somam 590 denúncias, enquanto outras raças concentram 132 ocorrências. Entre os estados, São Paulo lidera com 430 registros, seguido pelo Rio de Janeiro com 260 e Minas Gerais com 149.
O Tribunal Superior Eleitoral informou que os processos relacionados ao tema saltaram de 15 em 2022 para 177 neste ano. Destes, 26 casos possuem ligação direta com a campanha eleitoral de 2026. No ano anterior, o canal havia contabilizado 2.310 denúncias totais.
Sandra Kennedy, secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, pontua a gravidade do cenário.
“É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política”, afirmou Sandra Kennedy.
A representante também destacou marcas físicas deixadas em materiais de campanha. “Agora, nesta disputa eleitoral, até quando vandalizam um banner de mulheres, não rasgam em qualquer lugar. Furam o olho, rasgam o rosto. Isso é uma afronta aos corpos das mulheres, à sua figura feminina”, declarou Sandra Kennedy.
Serviço
- Central de Atendimento ao Cidadão: telefone 180
- WhatsApp oficial: (61) 9610-0180
- Contato por e-mail: [email protected]
- Emergências: Polícia Militar pelo telefone 190