Curadoria Inteligente
09/03/2026 | 3 min leitura

Acompanhamento nutricional auxilia crianças com sobrepeso na Clínica da Criança em Três Lagoas

Rede municipal de Três Lagoas acompanha crianças com obesidade ou sobrepeso. Clínica da Criança oferece tratamento especializado.

Acompanhamento nutricional auxilia crianças com sobrepeso na Clínica da Criança em Três Lagoas

O aumento da obesidade infantil tem preocupado os profissionais de saúde em Três Lagoas. Dados da rede municipal mostram que aproximadamente 33% das crianças menores de 10 anos apresentam obesidade ou excesso de peso, o que acompanha tendências nacionais e globais.

Nos últimos cinco anos, o município observou um aumento de cerca de 4% nos casos de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes. Segundo especialistas, o crescimento é semelhante entre meninos e meninas, com variações conforme a idade.

Entre crianças com menos de dois anos, cerca de 18,9% já apresentam excesso de peso. Na faixa etária de 2 a 4 anos, o índice chega a 14,3%. Já entre 5 e 9 anos, a prevalência aumenta para 29,3%, indicando que o problema começa cedo.

A nutricionista da Clínica da Criança, Renata Pedruci, explica que o aumento do peso está relacionado a mudanças nos hábitos alimentares e na rotina das famílias. Ela ressalta o alto consumo de alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos, que impactam no ganho de peso.

Dados do SISVAN mostram que 49% das crianças menores de dois anos consomem diariamente alimentos industrializados ou bebidas açucaradas. Entre 2 e 4 anos, esse percentual chega a 64%, e entre 5 e 9 anos, o índice se mantém alto, com 63%.

Além da alimentação, o sedentarismo também contribui para a obesidade infantil. A redução das atividades físicas e o aumento do tempo em frente a telas influenciam o estilo de vida das crianças. Renata Pedruci destaca a diminuição das atividades ao ar livre, com crianças passando horas em celulares e videogames, o que reduz o gasto energético.

A rede pública de saúde oferece acompanhamento para os casos identificados. Quando o excesso de peso é detectado na Atenção Básica, a criança é encaminhada para acompanhamento nutricional e, se necessário, para atendimento com outros profissionais.

Atualmente, cerca de 60 crianças com obesidade são atendidas mensalmente no Ambulatório de Nutrição Especializado da Clínica da Criança, totalizando aproximadamente 700 atendimentos ao longo do ano.

De acordo com Renata Pedruci, o excesso de peso na infância tem causado impactos clínicos, como alterações no colesterol e triglicerídeos, além de casos de gordura no fígado e lesões articulares.

Segundo Renata Pedruci, a prevenção depende da mudança de hábitos nas famílias, incentivando uma alimentação mais natural e a prática de atividades físicas. Ela orienta que a base da alimentação seja formada por alimentos in natura e que se reduza o consumo de refrigerantes e doces.

Nas escolas municipais, o Programa de Alimentação Escolar oferece refeições baseadas em alimentos frescos. No entanto, o consumo de ultraprocessados continua frequente fora do ambiente escolar.

O município oferece espaços públicos para atividades físicas e atendimento multiprofissional na rede pública de saúde, mas profissionais da área avaliam que é preciso ampliar políticas públicas voltadas à prevenção da obesidade infantil. Renata Pedruci enfatiza a importância do envolvimento coletivo.

“A obesidade infantil é uma doença complexa que exige o envolvimento da escola, da família e dos serviços de saúde. Quanto mais cedo mudarmos os hábitos, maiores serão as chances de evitar problemas de saúde no futuro”, conclui.

Original em RCN 67

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