A aeronave foi localizada, juntamente com outros dois aviões, que foram subtraídos durante um assalto ao aeroporto de Aquidauana, em 2021.
Após quase cinco anos do seu roubo em Mato Grosso do Sul, a aeronave pertencente ao cantor e compositor Almir Sater foi localizada na Bolívia. Este avião, um Cessna 182 Skylane com matrícula PT-DST, estava entre os três aparelhos levados por criminosos em uma ação audaciosa no Aeroporto Municipal de Aquidauana, em setembro de 2021. A descoberta foi oficialmente confirmada pelas autoridades bolivianas nesta semana.
O assalto ocorreu na madrugada de 6 de setembro de 2021, quando um grupo de pelo menos 18 homens, armados e encapuzados, invadiu o aeroporto. Eles renderam o segurança do local, forçando-o a abastecer as aeronaves. Em seguida, o vigia foi amarrado, e os assaltantes fugiram com os três aviões.
Além do avião de Almir Sater, foram levados um Beechcraft Bonanza V35B, que pertencia ao pecuarista e ex-prefeito de Aquidauana Zelito Alves Ribeiro e seu sócio, e outro Cessna Skylane 182, de propriedade do pecuarista José Henrique Trindade.
Aeronaves estavam em local vinculado a operação contra o tráfico
As três aeronaves foram localizadas no Aeródromo Mondaca, também conhecido como La Cruceña, situado na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Este aeródromo se encontra interditado e sob custódia das autoridades bolivianas desde uma operação contra o narcotráfico realizada em 2022.
Desde 2023, as investigações brasileiras já indicavam a possibilidade de que os aviões roubados em Aquidauana estivessem entre os aparelhos apreendidos pelas autoridades bolivianas. Contudo, a confirmação dependia de procedimentos de identificação e da autorização das autoridades daquele país.
Avião era utilizado pela família de Almir Sater
A aeronave de Almir Sater era predominantemente utilizada para viagens relacionadas às propriedades rurais da família no Pantanal. De acordo com informações da época do roubo, o avião não era empregado na agenda de shows do artista.
Apesar da descoberta, não há ainda uma previsão para o retorno das aeronaves ao Brasil. Antes da devolução, serão necessários procedimentos de perícia, identificação e os trâmites burocráticos entre as autoridades de Brasil e Bolívia.
O caso ganha destaque novamente, quase cinco anos após o crime, em função da longa distância percorrida pelas aeronaves e por terem sido achadas em um aeródromo que já havia sido alvo de uma grande operação contra o narcotráfico na Bolívia.