Medicamentos para medicina nuclear ampliam o acesso a diagnósticos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (18), o registro de três novos radiofármacos, que são compostos radioativos importantes na medicina nuclear para diagnosticar e tratar diversas doenças.
Com a autorização da Anvisa, os produtos poderão ser usados em exames para identificar doenças ósseas, renais e neurológicas, como Alzheimer e Parkinson, além de outras aplicações clínicas relevantes.
A liberação dos registros é resultado do Projeto de Análise Otimizada para Registros de Radiofármacos da Agência, criado para acelerar a avaliação de processos pendentes e estes são os primeiros medicamentos aprovados sob esta iniciativa.
A análise otimizada, iniciada em setembro de 2025, visava reduzir o tempo de avaliação de petições protocoladas entre outubro de 2023 e 30 de julho de 2025 que aguardavam análise técnica. A coordenação é da Gerência de Avaliação de Produtos Biológicos.
A Anvisa informou que, dos 13 processos em avaliação, cinco ainda têm pendências, como a emissão do Certificado de Boas Práticas de Fabricação. As empresas interessadas solicitaram a desistência de outros cinco pedidos.
A Agência considera a medida um avanço importante na redução da fila de análise de radiofármacos, aumentando a disponibilidade desses medicamentos no país e oferecendo mais previsibilidade ao setor regulado.
Medicamentos Aprovados
EZ-MDP (ácido medrônico): Indicado para cintilografia de perfusão cerebral para avaliar a perfusão cerebral, suspeita de demências como Alzheimer, doença de corpos de Lewy e Parkinson, diagnóstico de morte cerebral, avaliação e localização de focos de epilepsia, e avaliação de transtornos neuropsiquiátricos, depressão e condições funcionais.
EZ-ECD (dicloridrato de etilenodicisteína dietiléster): Utilizado para estudos diagnósticos do esqueleto e obtenção de imagens que demonstrem áreas com processos osteogênicos alterados em pacientes adultos e pediátricos, como tumores ósseos primários e secundários, infecções, doenças metabólicas ósseas, traumas e fraturas por estresse.
EZ-DMSA (Succímer): Usado para diagnóstico renal in vivo para estudos diagnósticos renais estáticos, planares ou tomográficos, estudo da morfologia do córtex renal, diagnóstico de pielonefrite aguda, avaliação da função renal individual e localização de rins ectópicos.