Curadoria Inteligente
01/04/2026 | 3 min leitura

Aprovação impulsiona projeto de celulose Sucuriú e conexão ao Porto de Santos

Decisão da Antaq viabiliza escoamento da produção de celulose do Projeto Sucuriú pelo Porto de Santos, ampliando a competitividade.

Aprovação impulsiona projeto de celulose Sucuriú e conexão ao Porto de Santos

Avanço Logístico Impulsionado por Decisão Portuária

A autorização para a alteração no controle da operação portuária em Santos fortalece o progresso logístico de um dos maiores investimentos industriais em andamento no Mato Grosso do Sul. A diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou a aquisição do controle da Alempor pela Arauco, um passo crucial para possibilitar o transporte da produção de celulose do Projeto Sucuriú, que está sendo construído em Inocência.

Detalhes da Aprovação e Impacto Logístico

A decisão, formalizada em 26 de março, depende da transferência da titularidade do Terminal de Uso Privado (TUP), situado na área de Alemoa, em Santos. Isso permite que a empresa avance nos procedimentos para finalizar a compra da Alempor, estabelecendo uma infraestrutura logística completa para a exportação.

Segundo a empresa, o terminal será fundamental para ligar a futura fábrica sul-mato-grossense ao principal corredor de exportação do país, aumentando a competitividade do produto brasileiro no mercado global. A expectativa é que a transação seja concluída em cerca de 90 dias, após o cumprimento das exigências regulatórias e corporativas.

Desenvolvimento Ferroviário Paralelo

Paralelamente, outro marco importante do projeto é a chegada dos primeiros vagões que comporão a malha ferroviária da indústria. Essa estrutura integra a ferrovia EF-A35, um ramal privado de 45 quilômetros que conectará a planta industrial à Malha Norte, operada pela Rumo.

A partir dessa conexão, a produção seguirá principalmente por trens até o Porto de Santos, diminuindo a necessidade de transporte rodoviário. O projeto tem capacidade para transportar até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Se esse volume fosse transportado por caminhões, haveria um grande fluxo nas rodovias da região.

A empresa estima que serão evitadas cerca de 190 viagens diárias de caminhões, o que ajudará a melhorar o tráfego, reduzir o desgaste das estradas e diminuir os riscos associados ao transporte pesado.

Benefícios Ambientais e Tendências do Setor

Além dos benefícios logísticos, a mudança para o transporte ferroviário também tem um impacto ambiental significativo. A projeção é de uma redução de até 94% nas emissões de dióxido de carbono em comparação com o transporte rodoviário, alinhando o empreendimento às exigências por cadeias produtivas mais sustentáveis.

A iniciativa da Arauco acompanha uma tendência maior no setor de base florestal. Empresas como Eldorado Brasil e Suzano também estão avaliando ou já desenvolvendo projetos ferroviários próprios, o que indica uma mudança na matriz logística do estado.

Investimento e Capacidade de Produção

Com um investimento estimado em US$ 4,6 bilhões, o Projeto Sucuriú marca a entrada da Arauco no setor de celulose no Brasil. A fábrica, localizada em uma área de 3.500 hectares, terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra curta por ano. A operação está prevista para começar no final de 2027, junto com o início das atividades logísticas ferroviárias e portuárias.

Impacto Econômico e Logístico

A combinação de infraestrutura ferroviária, terminal portuário próprio e escala industrial torna o empreendimento um dos principais impulsionadores da transformação logística e econômica em Mato Grosso do Sul, com impacto direto na competitividade das exportações brasileiras.

Original em RCN 67

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