A Justiça Federal converteu em preventiva a prisão do motorista flagrado transportando 3.447,6 quilos de maconha em uma carreta na BR-060. A decisão foi emitida neste domingo (6), sendo que o entorpecente estava oculto sob uma carga composta por resíduos de pneus.
A abordagem policial aconteceu na noite da última sexta-feira (4), no km 378 da rodovia, situado em Campo Grande. Conforme os dados do processo, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) levantaram suspeitas devido ao modo como o veículo conduzia, transitando vagarosamente, pelo acostamento e fazendo zigue-zague.
Durante a fiscalização, os policiais notaram o comportamento nervoso do condutor, além de apurar declarações contraditórias a respeito do trajeto. Na vistoria, os fardos de entorpecentes foram localizados debaixo dos resíduos industriais carregados.
Origem da carga na fronteira
Em depoimento aos oficiais, o suspeito relatou que pegou a carreta já carregada na cidade de Ponta Porã, situada na linha internacional com o Paraguai, com destino final em um município no interior paulista. Outro registro obtido pós-apreensão indica que ele ganharia R$ 5 mil pelo frete.
Os registros apontam divergências sobre o local exato do carregamento, havendo indícios de que o caminhão pode ter sido apanhado diretamente no território paraguaio. O investigado mencionou ter sido contratado por um indivíduo chamado apenas de “Elio” ou “Elias”.
Devido a esses fatores, o caso permaneceu sob jurisdição federal em razão dos indícios apontarem para tráfico internacional de entorpecentes, cuja possível procedência de fora do país segue sob apuração.
Autorização para análise de celular
Ao converter o flagrante, o juiz federal substituto Rodrigo Vaslin Diniz ponderou a expressiva quantidade de droga e a estrutura logística envolvida na operação criminosa.
O despacho judicial também autorizou a imediata incineração do montante apreendido e o acesso ao conteúdo do telefone celular do motorista. A diligência deve auxiliar a Polícia Federal a rastrear novos envolvidos e mapear o trajeto percorrido pela carga.
Tanto o automóvel quanto o material ilícito e o condutor foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Campo Grande, enquanto as investigações continuam para esclarecer a procedência, o destino e demais coautores do crime.