Dados do Ministério da Saúde revelam uma diminuição de 75% nos casos de dengue registrados no Brasil durante os primeiros meses de 2026, comparativamente ao mesmo período do ano anterior.
De janeiro a 11 de abril, foram notificados 227,5 mil casos prováveis da doença, em contraste com os 916,4 mil casos identificados no mesmo período de 2025. Segundo a pasta, essa diminuição acompanha uma tendência observada desde o ano anterior, quando o total de casos atingiu 1,7 milhão, após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.
Em nota, o ministério avalia que esse resultado reflete o fortalecimento de ações coordenadas com estados e municípios, incluindo estratégias como a expansão do uso de ovitrampas (armadilhas de monitoramento para combater o Aedes aegypti), presentes em 1,6 mil municípios, com a expectativa de alcançar 2 mil até o final deste ano.
“Também estão em andamento o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia, planejada para 72 municípios prioritários”, destacou o ministério.
Adicionalmente, segundo o ministério, 1,4 milhão de doses da vacina contra a dengue foram administradas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, o público-alvo que recebe a imunização desde 2024.
Em 2026, o ministério iniciou a oferta da vacina nacional de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em três municípios-piloto, destinada à faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também estão recebendo a vacina, totalizando mais de 300 mil doses aplicadas.
O ministério também divulgou dados referentes a outras doenças infecciosas registradas no país.
Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com uma queda de 15% em relação ao ano anterior. Os casos diminuíram 30% no total, com uma redução notável, principalmente em territórios indígenas. As mortes apresentaram uma queda de 28%, passando de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, a redução foi de 22% nos casos e 80% nos óbitos.
Para o ministério, esse resultado está associado à ampliação do diagnóstico e do tratamento, visto que mais de 25 mil pacientes foram tratados com tafenoquina. “Houve também uma intensificação da busca ativa e um aumento na oferta de testes rápidos”.
*Informações da Agência Brasil.