Mato Grosso do Sul contrasta com o restante do Centro-Oeste na reta final de 2026, com previsão de chuvas acima da média histórica entre outubro e dezembro, enquanto áreas vizinhas enfrentam estiagem.
O cenário foi divulgado na quarta edição do Painel El Niño, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
O relatório elevou para mais de 95% a probabilidade de o fenômeno atingir nível muito forte no trimestre. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode superar em até 2,5 °C a média histórica, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos.
As temperaturas devem permanecer acima da média climatológica em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul ao longo da primavera. Na bacia hidrográfica, o Alto Rio Paraguai apresenta previsão de vazões superiores à média e maior propensão a cheias nas cabeceiras pantaneiras.