Na sequência, aparecem a Suzano de Três Lagoas (3,25 milhões de toneladas/ano), a Eldorado Brasil (1,8 milhão de toneladas/ano) e a Suzano de Ribas do Rio Pardo (2,55 milhões de toneladas/ano).
Estado responde por quase 30% da produção nacional de celulose e deve alcançar 11,1 milhões de toneladas por ano com a entrada em operação da Arauco, prevista para o fim de 2027
Mato Grosso do Sul se estabeleceu como o principal centro da indústria de celulose no Brasil, alcançando 7,6 milhões de toneladas produzidas anualmente. Esse volume representa aproximadamente 30% da produção nacional. A importância do Estado tende a se fortalecer ainda mais com a inauguração da fábrica da Arauco, em Inocência, programada para o final de 2027, o que elevará a capacidade instalada para cerca de 11,1 milhões de toneladas por ano.
O bom desempenho de Mato Grosso do Sul reflete o cenário histórico do setor florestal brasileiro. Em 2026, o Brasil confirmou sua posição como o maior exportador global de celulose, com uma produção recorde de 25,5 milhões de toneladas, conforme dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O país também expandiu sua área de florestas plantadas para 10,5 milhões de hectares, sendo 8,1 milhões de hectares de eucalipto, a principal matéria-prima para a celulose.
O Vale da Celulose impulsiona o Brasil
A maior parte dessa performance nacional é gerada na região leste de Mato Grosso do Sul, denominada Vale da Celulose, que abriga o maior corredor industrial do segmento na América Latina. Além das fábricas existentes, o Estado está em um novo período de crescimento com aportes bilionários que fortalecem sua presença na cadeia global de papel e celulose.
A próxima fábrica da Arauco, localizada em Inocência, terá uma capacidade de 3,5 milhões de toneladas por ano, posicionando-se como uma das maiores produtoras de celulose do mundo construídas em uma única fase. Ao mesmo tempo, a Bracell analisa a instalação de uma nova unidade fabril em Bataguassu, o que estenderá ainda mais a área produtiva de Mato Grosso do Sul.
A posição de liderança do Brasil é sustentada por uma vantagem competitiva mundialmente reconhecida. Devido às condições climáticas ideais, ao alto nível tecnológico e aos progressos no melhoramento genético, o ciclo de cultivo do eucalipto no país varia de seis a sete anos, sendo quase a metade do tempo registrado nos países concorrentes.
Três Lagoas segue como referência nacional
Considerada a capital brasileira da celulose, Três Lagoas continua sendo o principal polo industrial do segmento. A cidade sedia duas das maiores fábricas de celulose do planeta, da Suzano e da Eldorado Brasil, firmando-se como um modelo internacional em termos de produtividade, logística e competitividade.
A instalação dessas companhias gerou uma grande mudança econômica na localidade. Além da melhoria da infraestrutura urbana, o município começou a atrair fornecedores, empresas de logística, prestadores de serviços especializados e novos aportes privados, criando um sólido ecossistema industrial que estimula o avanço regional.
Expansão industrial redesenha o mapa econômico do Estado
O crescimento da indústria de celulose já vai além de Três Lagoas, estabelecendo uma nova área de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul.
Ribas do Rio Pardo inaugurou em 21 de julho de 2024 uma das maiores fábricas da Suzano, fruto de um dos maiores investimentos privados na história do Estado. Este empreendimento transformou consideravelmente a economia local, dinamizando o mercado imobiliário, o comércio, a oferta de serviços e a criação de vagas de trabalho.
Projeto Sucuriú da Arauco tem previsão de início para o final de 2027, com capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas anuais, consolidando-se como uma das maiores fábricas de celulose do mundo (Foto: Perfil News)
Em Inocência, a construção da fábrica da Arauco marca um novo momento para o segmento. O Projeto Sucuriú provavelmente colocará o município entre os líderes globais na produção de celulose, expandindo as chances econômicas e acelerando investimentos públicos e privados.
Bataguassu emerge como a próxima área de crescimento, com o plano da Bracell para estabelecer uma nova fábrica, fortalecendo o corredor industrial do Vale da Celulose e aumentando a capacidade de produção do estado.
Emprego, renda e transformação social
Além dos dados de produção e exportação, a indústria de celulose se tornou um dos motores fundamentais do desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul. O setor gera milhares de postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos, dinamizando uma vasta cadeia produtiva que engloba silvicultura, logística, construção civil, manutenção industrial, comércio e serviços.
Para exemplificar o quadro funcional da unidade da Suzano em Três Lagoas, a empresa oferece diariamente mais de 5 mil refeições aos seus funcionários, buscando aliar nutrição, bem-estar e alta performance (foto: Ricardo Ojeda).
Os consideráveis investimentos também aumentam a arrecadação municipal, fortalecem as economias locais e promovem melhorias na infraestrutura urbana, moradia, transporte, saúde, educação e formação profissional. O impacto multiplicador da atividade beneficia tanto as cidades que sediam as fábricas quanto toda a área de influência desses empreendimentos.
A chegada dessas indústrias altera o perfil econômico das cidades, expande as possibilidades para pequenos e médios empresários, atrai novas empresas e ajuda a elevar os níveis de emprego formal e a renda dos habitantes. Este processo firma Mato Grosso do Sul como um dos polos mais atrativos para investimentos industriais no Brasil.
Desenvolvimento sustentável e bioeconomia
Além de sua importância econômica, o setor de celulose demonstra um forte compromisso com práticas de sustentabilidade e governança. O método de produção brasileiro se baseia em florestas plantadas renováveis, o que minimiza a pressão sobre as florestas nativas e impulsiona a bioeconomia.
Conforme a Ibá, as empresas do segmento conservam mais de 7 milhões de hectares de vegetação natural, unindo produção florestal, preservação ambiental e responsabilidade social. Simultaneamente, os investimentos em inovação, eficiência energética e economia circular consolidam a celulose como uma das cadeias produtivas mais importantes da indústria de base renovável.
Com tecnologia avançada, alta produtividade e uma abordagem de crescimento sustentável, Mato Grosso do Sul estabelece o Vale da Celulose como um dos maiores complexos industriais do planeta. O Estado fortalece sua atuação como líder na participação brasileira no mercado global de celulose, expandindo seu papel como modelo de desenvolvimento econômico combinado com a criação de empregos, geração de renda e cuidado ambiental.