O editorial do Jornal do Povo deste sábado (18) lança luz sobre a crescente procura por empregos em Três Lagoas e cidades vizinhas, atraindo pessoas de diversas regiões do país.
Contudo, essa migração traz consigo um desafio: muitos chegam sem qualificação profissional ou recursos para retornar, enfrentando a recusa de empregos devido à falta de escolaridade e qualificação.
Infelizmente, alguns desses indivíduos acabam desamparados, sem moradia ou alimentação, buscando auxílio em estabelecimentos comerciais, como supermercados e restaurantes.
A situação se agrava com dezenas de pessoas buscando abrigo em marquises de edifícios públicos e privados, impossibilitadas de regressar às suas cidades de origem.
O poder público municipal tem intervindo, buscando o retorno dessas pessoas ou oferecendo amparo emergencial.
No entanto, há aqueles que optam por permanecer nas ruas, seja pela dependência de drogas e álcool, seja pelo rompimento de vínculos familiares. Em relação às drogas, é imperativa a intensificação do combate aos pontos de venda por parte das polícias.
Usuários, muitas vezes, recorrem a furtos de fiações elétricas para sustentar seus vícios, comercializando o material em estabelecimentos de reciclagem, que, agindo na ilegalidade, adquirem os fios sem se preocupar com a procedência.
O combate ao crescente número de moradores de rua é um desafio complexo. É necessária uma abordagem mais efetiva da assistência social, com o acolhimento em albergues e o encaminhamento para suas origens.
Essa abordagem, embora onerosa para o município, é crucial, devendo ser conjugada com a atuação das polícias no combate ao tráfico de drogas e à receptação de produtos furtados. Sem uma estrutura adequada, a redução do número de moradores de rua será dificultada, podendo aumentar com a retomada de projetos industriais na cidade.