O encerramento de sete unidades da rede varejista Casas Bahia em Mato Grosso do Sul impactou aproximadamente 130 trabalhadores, gerando um alerta no Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). Em meio à severa crise financeira que atinge a empresa em todo o país, o presidente da entidade, Carlos Santos, manifestou preocupação com a perda desses postos de trabalho e, principalmente, com a maneira como alguns funcionários foram dispensados.
No Estado, foram fechadas sete unidades: duas na cidade de Dourados, e uma em Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande. O SECCG informou que cerca de 130 trabalhadores foram afetados, e alguns deles foram demitidos verbalmente, sem a entrega de qualquer documento formal, ficando sem amparo ou orientação sobre seus direitos trabalhistas.
Diante dessa situação de grande incerteza, o Sindicato ofereceu apoio e esclarecimentos aos trabalhadores em Campo Grande.
Carlos Santos expressou seu lamento pela situação, afirmando: “É lamentável ver uma rede tão importante para o comércio e para o emprego enfrentar essa situação. Aqui no nosso Estado, aproximadamente 130 famílias ficaram desassistidas, e o que mais nos preocupa é ver trabalhadores sendo dispensados apenas de forma verbal, sem nenhum documento, sem saber o que fazer. Nosso papel é defender cada um deles e garantir que essa demissão seja feita dentro da lei, com todos os direitos respeitados, por isso estaremos entrando com um pedido de mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT)”.
O líder sindical também reforçou a preocupação com o cenário de crise que afeta o setor e manifestou o desejo de que a rede consiga se reerguer. “Torcemos para que as Casas Bahia superem essa crise e voltem a gerar empregos, porque uma rede forte é boa para o trabalhador, para o comércio e para toda a sociedade”, completou.
O SECCG permanece à disposição dos trabalhadores demitidos para oferecer orientação e esclarecimentos sobre seus direitos.