Curadoria Inteligente
19/01/2026 | 2 min leitura

Gripe K: Nova mutação do vírus Influenza A é monitorada em Três Lagoas

Variante do vírus Influenza A, a Gripe K, é monitorada em Três Lagoas devido à rápida disseminação, apesar de não aumentar casos graves.

Gripe K: Nova mutação do vírus Influenza A é monitorada em Três Lagoas

Uma nova mutação do vírus Influenza A (H3N2), denominada Gripe K, tem circulado no Brasil desde o final de 2025 e está sendo acompanhada pelas autoridades de saúde. Até o momento, não se observou um aumento significativo de casos graves ou hospitalizações, porém, a preocupação reside na velocidade com que a variante se propaga.

Em Três Lagoas, até o momento da redação desta notícia, foi confirmado apenas um caso da Gripe K. A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde está monitorando continuamente a evolução do vírus, devido ao risco de disseminação acelerada e ao impacto que um aumento repentino de casos pode causar nos serviços de saúde.

A enfermeira Cleina Passalacqua, da Vigilância Epidemiológica do município, explica que o surgimento de novas variantes é esperado no ciclo dos vírus respiratórios. Segundo ela, as mutações são uma forma de adaptação frente à imunidade da população.

“O que chama a atenção nessa variante é a maior capacidade de transmissão em relação ao H3N2 original. Isso favorece a circulação rápida do vírus, mesmo sem aumento proporcional da gravidade dos casos”, afirma.

Esse comportamento tem reflexos diretos no sistema de saúde.

“Quando muitas pessoas adoecem em um curto período, cresce a procura por atendimento e a sobrecarga das unidades, ainda que a maioria dos quadros seja leve”, destaca.

Outro ponto observado, com base em dados internacionais, é a duração mais prolongada dos sintomas em alguns pacientes infectados pela nova variante. Embora semelhantes aos da gripe comum, esses sintomas podem persistir por mais dias, ampliando o período de transmissão e o risco de complicações.

A recomendação é de atenção especial a idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos, considerados mais vulneráveis.

“Quanto maior o tempo de sintomas, maior o risco de agravamento nesses grupos”, alerta Cleina.

A Vigilância Epidemiológica reforça que as medidas preventivas continuam sendo fundamentais: uso de máscara em caso de sintomas, higienização frequente das mãos e evitar contato próximo com outras pessoas enquanto estiver gripado.

“São cuidados simples, mas eficazes para reduzir a transmissão e proteger a população”, conclui.

Original em RCN 67

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