Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, relatos de superação revelam como mulheres com deficiência enfrentam os desafios do dia a dia e se tornam figuras centrais em suas próprias vidas.
Ser mulher já implica lidar com desigualdades. Quando a deficiência se soma a essa realidade, as dificuldades se intensificam, especialmente devido ao preconceito e à falta de acessibilidade. No entanto, muitas transformam esses obstáculos em motivação para conquistar seu espaço na sociedade.
Um exemplo inspirador é o de Paula Silva Neres, de 26 anos. Nascida prematura, ela perdeu a visão de um dos olhos ainda na infância e, aos 16 anos, após um descolamento de retina, ficou completamente cega. Hoje, Paula é psicóloga e palestrante, e compartilha como precisou ressignificar sua vida e readaptar-se à rotina, recuperando gradualmente sua autonomia.
Além de sua atuação profissional, Paula também se destaca no esporte. Em 2024, ela conquistou o título da Copa Loterias Caixa de Judô Paralímpico, demonstrando que a determinação pode superar as limitações.
Outra referência é Silvânia Costa, paratleta de Três Lagoas. Com apenas 5% da visão, ela é bicampeã paralímpica e recordista mundial no salto em distância. Mãe de dois filhos, Silvânia afirma que cada queda ensina a se levantar e persistir na busca por seus objetivos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o Brasil possui mais de 10 milhões de mulheres com algum tipo de deficiência. A maioria é negra, reside na região Nordeste, não completou os estudos e trabalha de maneira informal.
Apesar desses desafios, histórias como as de Paula e Silvânia mostram que a persistência e a coragem podem transformar as dificuldades em conquistas e inspirar outras mulheres a acreditarem em seus sonhos.