Curadoria Inteligente
02/05/2026 | 6 min leitura

IFMS e estudantes desenvolvem inovações tecnológicas para o SUS

Iniciativa do IFMS cria soluções digitais para o SUS, com financiamento do Ministério da Saúde e atuação de bolsistas e docentes.

IFMS e estudantes desenvolvem inovações tecnológicas para o SUS

Com recursos do Ministério da Saúde, 35 estudantes e docentes do Campus Três Lagoas colaboram na criação de softwares e portal da transparência do Sistema Único de Saúde

A tecnologia criada nos laboratórios do Campus Três Lagoas do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) está modernizando o atendimento público por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde): Informação e Saúde Digital.

Essa iniciativa possibilita a criação de soluções digitais para o Sistema Único de Saúde (SUS) através de uma cooperação técnica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS-CPTL), em parceria com o IFMS, as Faculdades Integradas de Três Lagoas (AEMS) e a Secretaria Municipal de Saúde.

O projeto, liderado pelo professor Alisson Oliveira dos Santos (UFMS), foi reconhecido entre os dez melhores do país em edital do Ministério da Saúde. Ao todo, 150 profissionais e acadêmicos de áreas como Medicina, Direito, Enfermagem e Psicologia estão envolvidos.

“Somos agentes de inovação que identificam processos e desenvolvem soluções digitais que aprimoram o dia a dia dos pacientes e servidores do SUS em Três Lagoas”, explica o professor Alex Fernando de Araújo.

O IFMS participa da iniciativa com quatro docentes e 35 estudantes bolsistas dos cursos de Engenharia de Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Protagonismo tecnológico e inovação

O papel do IFMS no sistema de saúde local é converter as necessidades da gestão pública em ferramentas tecnológicas funcionais. O suporte técnico é realizado nos laboratórios de computação do campus: Lab de Software IF5, Laboratório de Sistemas Inteligentes, Magic IT Lab e IRIS.

Para o professor Alex Fernando de Araújo, o sucesso da parceria reflete a qualidade da pesquisa realizada no campus.

“Participamos da concepção do projeto desde o início, e o reconhecimento garantiu o financiamento integral de bolsas para nossos pesquisadores e estudantes. Somos agentes de inovação que identificam processos e desenvolvemos as soluções digitais que aprimoram o dia a dia dos pacientes e servidores do SUS em Três Lagoas”, explica.

“Quando a informação chega no momento certo, o paciente não perde a data do exame. Isso evita remarcações desnecessárias que atrapalham o fluxo dentro do SUS”, diz o professor Rogério Antoniassi.

Transparência acessível

O resultado mais notável dessa união é o Portal da Transparência da Regulação em Saúde. O sistema permite que o paciente acompanhe o andamento de filas para exames e consultas pelo CPF, evitando o deslocamento até uma unidade de saúde apenas para obter informações.

O professor Rogério Alves dos Santos Antoniassi, responsável pelo desenvolvimento do portal, explica que o desafio foi simplificar sistemas governamentais complexos para uma tela de fácil utilização.

“Criamos toda a estrutura de processamento e a interface para fazer essa ponte. Na tela que o paciente utiliza, o foco foi transformar essa complexidade em um visual limpo. O objetivo é garantir que qualquer pessoa consiga consultar seus agendamentos de forma simples, direta e acessível”, detalha.

A segurança da informação foi priorizada no desenvolvimento. “Aplicamos regras rigorosas para garantir a privacidade de cada paciente, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais”, completa.

Além de facilitar a vida do cidadão, a ferramenta combate um problema crítico da gestão pública: o absenteísmo.

“Quando a informação chega no momento certo, o paciente não perde a data do exame. Isso evita remarcações desnecessárias que atrapalham o fluxo dentro do SUS”, acrescenta Rogério.

Formação diferenciada

Para o IFMS, o projeto elimina as limitações da simulação acadêmica. A experiência imersiva permite que os bolsistas lidem com a complexidade de uma rede de saúde real enquanto ainda estão na graduação.

“Ter os bolsistas imersos nessa realidade acelera a formação porque remove os ‘limites’ da sala de aula. Eles deixam de resolver problemas simulados para enfrentar desafios reais, aprendendo a trabalhar em equipes multidisciplinares com profissionais de áreas como Direito e Medicina”, destaca Alex.

“Isso gera autonomia tecnológica para a saúde pública de Três Lagoas e garante que o conhecimento produzido no IFMS retorne diretamente como benefício para a população local”, complementa o professor.

“Enfrentamos desafios que nos estimulam a aprender assuntos que muitas vezes não aparecem na grade curricular. O contato com estudantes de outras áreas traz uma troca constante, algo que se aproxima bastante da realidade do mercado de trabalho”, relata a estudante Luísa de Matos.

A estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Luísa de Matos, confirma o impacto na rotina acadêmica.

“Enfrentamos desafios que nos estimulam a aprender assuntos que muitas vezes não aparecem na grade curricular. O contato com estudantes de outras áreas traz uma troca constante, algo que se aproxima bastante da realidade do mercado de trabalho”, relata a bolsista.

Próximas áreas de atuação

O grupo está concentrado no mapeamento das demandas da Central de Regulação, do Laboratório Municipal e do Centro de Especialidades Médicas (CEM).

Atualmente, as equipes estão fazendo um levantamento detalhado para identificar quais outras necessidades tecnológicas dessas unidades serão atendidas pelo projeto.

Para o IFMS, o objetivo é garantir que o desenvolvimento de novas ferramentas continue otimizando o fluxo de atendimento, tornando os serviços de saúde mais rápidos e acessíveis para toda a comunidade.

Sobre o Programa

As atividades são amparadas pelo Edital Conjunto SEIDIGI/SGTES-MS Nº 1/2025. O programa funciona por meio de grupos tutoriais que integram professores (tutores), profissionais da rede de saúde (preceptores) e estudantes (monitores). O suporte financeiro ocorre via fomento federal para o pagamento de bolsas mensais ao longo de 24 meses, garantindo a permanência dos alunos e a viabilidade das pesquisas.

Para mais informações sobre as diretrizes do programa, acesse a página oficial do PET-Saúde no portal do Ministério da Saúde.

Original em Perfil News

No treslagoas.com, respeitamos os direitos autorais e o trabalho jornalístico local. Nossa IA gerou este resumo original para facilitar sua leitura, mas convidamos você a prestigiar a fonte original completa.