A ocorrência foi respondida pela equipe da Rádio Patrulha. Conforme o boletim de ocorrência, o ataque de Jessé teria acontecido quando ele percebeu que seria detido por violar medidas protetivas de urgência. Crédito da imagem: Alfredo Neto/RCN67.
Na madrugada deste domingo (16), um homem de 37 anos, identificado como Jessé de Souza, faleceu em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, após ser atingido por disparos de um policial militar. O incidente ocorreu durante uma intervenção policial motivada por uma denúncia de violência doméstica no bairro Paranapungá.
Por volta das 4h, a Polícia Militar recebeu um chamado de uma senhora de 70 anos, que relatou ter escutado ruídos na porta de sua casa, situada na rua Evaristo Mariano Rodrigues. A suspeita era que seu filho, que possuía uma medida protetiva em vigor contra ele, pudesse ter invadido a residência.
Uma viatura da Rádio Patrulha deslocou-se ao local e realizou uma varredura no interior da propriedade. Jessé foi localizado oculto em um dos cômodos. De acordo com o registro oficial, ele obedeceu à solicitação dos agentes para se levantar e exibir as mãos; a revista não revelou nenhum item ilegal em sua posse.
Durante a verificação da situação judicial, os policiais confirmaram que a medida protetiva, que impedia Jessé de se aproximar de sua mãe, permanecia ativa e válida.
O boletim de ocorrência, lavrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), informa que, ao supostamente perceber que seria detido por não cumprir a ordem judicial, Jessé apoderou-se de uma faca e atacou um dos policiais.
O policial ordenou que Jessé largasse o objeto cortante, mas, conforme consta na ocorrência, a instrução não foi obedecida. Em seguida, o agente realizou disparos, atingindo o agressor.
Após ser desarmado, Jessé foi imediatamente socorrido pelos próprios militares e encaminhado ao Hospital Auxiliadora. Contudo, mesmo com o pronto atendimento, ele não resistiu aos ferimentos e seu óbito foi constatado no Pronto-Socorro.
A Polícia Civil foi convocada para investigar as circunstâncias da intervenção policial. O caso foi categorizado como descumprimento de medida protetiva de urgência e morte resultante de intervenção legal por parte de um agente do Estado.