Curadoria Inteligente
05/05/2026 | 3 min leitura

Inquérito investiga possível dano ambiental em área de preservação do rio Sucuriú, em Três Lagoas

Investigação apura dano ambiental em APP às margens do rio Sucuriú, Três Lagoas, devido à queima irregular e descarte de resíduos.

Inquérito investiga possível dano ambiental em área de preservação do rio Sucuriú, em Três Lagoas

A queima irregular às margens do rio Sucuriú desencadeou um inquérito civil em Três Lagoas, focando em uma Área de Preservação Permanente (APP).

Conforme informações oficiais, a investigação busca apurar um possível dano ambiental ocorrido em uma propriedade situada às margens do rio. Adicionalmente, o inquérito analisa o uso constante de fogo no local.

A suspeita recai sobre a queima de materiais como folhas, galhos e resíduos sólidos, incluindo lixo doméstico, descartados na área protegida.

A 4ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas instaurou a investigação, formalizando o acompanhamento do caso pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Vistoria identificou seis focos de queima

A investigação teve início após uma denúncia encaminhada à Polícia Militar Ambiental, relatando descarte irregular e uso de fogo em área ambientalmente sensível.

Em dezembro de 2025, agentes realizaram uma vistoria no local, onde foram encontrados seis focos de queima.

Quatro desses focos apresentavam sinais recentes, enquanto os outros dois eram antigos e estavam cobertos por areia.

Esse detalhe chamou a atenção dos fiscais, pois a cobertura com areia pode indicar uma tentativa de ocultar sinais de queimas anteriores.

Além disso, o local está situado em uma região sensível, onde as APPs protegem a vegetação, o solo e a qualidade da água.

Risco de propagação atingia vegetação próxima

A fiscalização também alertou para o risco de propagação das chamas, o que representava uma ameaça à vegetação próxima à área afetada.

O trecho vistoriado apresenta características do bioma Mata Atlântica, o que agrava a situação devido ao uso do fogo.

Contudo, a divulgação não especifica a extensão da área afetada, nem detalha qualquer autuação administrativa que possa ter ocorrido durante a vistoria.

Ainda assim, o inquérito amplia o escopo da investigação, permitindo a coleta de documentos, informações técnicas e a apuração de eventuais responsabilidades.

O objetivo principal é determinar se houve dano ambiental e, em caso afirmativo, indicar medidas de reparação ou responsabilização.

Área protegida demanda maior cuidado

A queima de resíduos perto de rios representa um risco ambiental direto, podendo o fogo atingir a vegetação nativa, além da emissão de fumaça.

Há também um impacto potencial sobre o solo e a fauna, o que justifica a proteção especial conferida às áreas de preservação permanente.

Neste caso, a presença de lixo doméstico agrava a preocupação, uma vez que o descarte inadequado pode contaminar o ambiente e prejudicar o entorno do curso d’água.

A investigação permanece em andamento, sem conclusões definitivas sobre a responsabilidade pelo ocorrido.

Ainda assim, o caso serve de alerta sobre práticas irregulares em áreas protegidas. Às margens do Sucuriú, o fogo deixou de ser apenas uma denúncia.

O episódio agora faz parte de uma apuração civil, cujo desfecho dependerá dos documentos, laudos e informações reunidas ao longo do processo.

Original em RCN 67

No treslagoas.com, respeitamos os direitos autorais e o trabalho jornalístico local. Nossa IA gerou este resumo original para facilitar sua leitura, mas convidamos você a prestigiar a fonte original completa.