Curadoria Inteligente
15/04/2026 | 3 min leitura

Investigador ganha nova vida após transplante renal depois de 16 anos de espera

Após 16 anos de espera e 13 tentativas, investigador da Polícia Civil recebe transplante renal e recomeça a vida com gratidão.

Investigador ganha nova vida após transplante renal depois de 16 anos de espera

Após mais de 16 anos de tratamento, viagens e incertezas, o investigador da Polícia Civil, Anderson, diagnosticado com nefropatia por IgA em 2009, recebeu um transplante renal.

Durante esse longo período, Anderson passou por diversos centros de tratamento em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, aguardando a compatibilidade para o transplante. Ele enfrentou inúmeras convocações, muitas vezes sem sucesso.

“A expectativa da ligação a qualquer momento afeta o psicológico e o sono”, relata Anderson sobre a espera.

Apesar dos desafios, Anderson continuou trabalhando como investigador, contando com o apoio de seus colegas e da instituição.

A 13ª Tentativa e a Virada

A espera chegou ao fim no Hospital do Rocio, em Campo Largo (PR), após 12 tentativas frustradas. Na 13ª convocação, Anderson recebeu a notícia tão esperada.

“Foi como renascer. Foram anos de tentativas e recomeços”, compartilha Anderson.

A ligação que mudou tudo ocorreu na madrugada de 13 de outubro do ano anterior, exigindo uma rápida mobilização.

Corrida Contra o Tempo

A agilidade foi crucial para o sucesso do transplante, com Anderson recebendo apoio logístico, incluindo transporte aéreo fornecido pelo Governo do Estado.

“A rapidez é essencial nesses casos. Sem esse apoio, muitos não teriam a chance de chegar a tempo”, ressalta.

Bastidores da Missão

A operação envolveu equipes da Casa Militar, da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Coordenadoria de Transporte Aéreo (CTA).

O piloto Enilton Zalla, delegado da Polícia Civil, participou do transporte e destacou os desafios da missão, que exigia um voo rápido com condições climáticas adversas.

Para Zalla, o caso foi especial, já que ele acompanhava a trajetória de Anderson há anos.

“É um privilégio ver um final feliz, especialmente com alguém próximo”, afirma Zalla.

Estrutura que Salva Vidas

As missões aéreas são cruciais tanto para o transporte de pacientes quanto para a captação de órgãos. A equipe conta com sete pilotos, além de bombeiros e Polícia Federal.

“Avaliamos as condições rapidamente e iniciamos o voo, pois cada minuto é crucial”, explica Zalla.

Desde 2023, Mato Grosso do Sul realizou 39 missões aéreas para transplantes, com 19 delas ocorrendo no último ano.

Entre o Medo e a Esperança

Ao chegar ao hospital, Anderson experimentou uma mistura de medo e esperança.

“É um momento sonhado, mas também assustador, pois envolve uma grande cirurgia e uma mudança de vida”, diz.

O transplante foi realizado no dia 14 de outubro, um dia após a convocação.

Nova Vida e Gratidão

Agora transplantado, Anderson expressa sua gratidão.

“Estou vivendo uma nova vida e sou grato a todos que me apoiaram”, afirma.

Ele agradece o apoio da família, incluindo sua esposa Simeide, filhos Ana Lívia e José Pedro, mãe Luzinete e pai, Adão Ribeiro.

Avanços nos Transplantes

A história de Anderson ilustra os avanços nos transplantes no Estado, resultado da integração entre saúde e logística.

Claire Miozzo, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, destaca a importância da agilidade para aumentar as chances de sucesso.

O cirurgião Gustavo Rapassi enfatiza o impacto do suporte aéreo, crucial para o uso oportuno de órgãos e para quem está na fila de espera.

Original em Radio Caçula

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