Curadoria Inteligente
27/08/2026 | 3 min leitura

Jovem estudante de Campo Grande, de 13 anos, conquista vitória em desafio de inteligência artificial no Canadá

Arthur Lício, jovem de 13 anos de Campo Grande, vence desafio de IA no Canadá. Liderou a criação do Bliss, app que planeja roteiros e voos offline. Ele busca patente.

Jovem estudante de Campo Grande, de 13 anos, conquista vitória em desafio de inteligência artificial no Canadá

Com apenas 13 anos, Arthur Lício, um estudante de Mato Grosso do Sul, alcançou o primeiro lugar em um programa internacional de tecnologia e liderança realizado no Humber College, no Canadá.

Representando Campo Grande, o jovem esteve à frente do desenvolvimento do aplicativo Bliss, uma ferramenta inovadora que utiliza inteligência artificial para planejar roteiros e voos em viagens, com a particularidade de funcionar completamente offline.

O intercâmbio, com duração de 21 dias, reuniu alunos de diversas regiões do Brasil para desafios de empreendedorismo e desenvolvimento digital. Apesar de ser o mais novo do grupo, competindo com participantes de até 17 anos, Arthur foi o responsável pela concepção da ideia tecnológica.

Sua equipe contava ainda com Pedro, de 17 anos, que cuidou da programação, e Théo, encarregado da análise financeira do projeto.

Como funciona o projeto premiado

Criado em apenas duas semanas, o aplicativo Bliss foi concebido como um assistente completo para planejamento e uso durante viagens. Sua principal inovação é a funcionalidade em locais sem acesso à internet.

O estudante explicou: “Nosso professor nos desafiou a criar uma solução para problemas de viagem. Minha ideia foi desenvolver um assistente, e o que nos destaca é a capacidade do aplicativo de operar sem conexão com a internet. Embora possa haver um pequeno atraso na atualização de dados recentes, ele oferece todas as informações cruciais mesmo sem sinal.”

A conquista colocou a equipe no primeiro lugar da avaliação do programa. Arthur já planeja os próximos passos: ele pretende registrar a patente da tecnologia e lançá-la no mercado. Além disso, o jovem explora outras aplicações, como uma inteligência artificial para o setor de gastronomia, que sugeriria receitas com base nos ingredientes disponíveis na geladeira.

Arthur expressou seu orgulho: “Não me preocupei muito com a idade no começo, mas ao perceber que era o mais jovem e estava envolvido em um dos melhores projetos da viagem, senti um grande orgulho e felicidade por ter conseguido me superar.”

Visão de futuro e formação

O fascínio de Arthur pelo mundo digital teve início por volta dos 11 anos, impulsionado por discussões familiares sobre a influência da computação na vida diária. Para sua mãe, a antropóloga Viviane Luiza, a vivência internacional é a concretização de uma educação voltada para capacitar jovens a compreenderem os impactos sociais da tecnologia.

Viviane destacou a importância da preparação: “É fundamental preparar as novas gerações para o futuro. Com o surgimento do debate sobre inteligência artificial, apresentei a ele leituras e artigos para demonstrar que essa é uma realidade. Meu objetivo era que ele não fosse apenas um consumidor de IA, mas alguém capaz de compreender seus princípios e desenvolver soluções inovadoras.”

A experiência global do jovem — que já residiu nos Estados Unidos e no Canadá com sua família — abriu caminho para futuras oportunidades de intercâmbio, com propostas sendo avaliadas na Inglaterra e na Suíça. Para a mãe, o sucesso de Arthur também realça o vasto potencial de Mato Grosso do Sul.

A antropóloga defende: “Devemos valorizar nossas capacidades e demonstrar que a tecnologia pode florescer em Mato Grosso do Sul, incentivando nossos jovens a se tornarem líderes nessa era digital e a criarem oportunidades para a comunidade.”

Original em RCN 67

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