Rebeca, com apenas 12 anos, transforma obstáculos em vitórias no judô e está pronta para defender Mato Grosso do Sul no Campeonato Brasileiro, a ser realizado em Macapá.
Com 12 anos de idade, Rebeca, judoca de Três Lagoas, acumulou feitos que extrapolam o número de medalhas. Com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela descobriu no judô um meio para seu crescimento pessoal, para desenvolver disciplina e promover a inclusão, traçando um percurso notável de superação e entrega ao esporte.
A dedicação nos treinos e fora deles resultou na sua classificação para o Campeonato Brasileiro Nacional de Judô, agendado para 1º e 2 de agosto de 2026, em Macapá (AP). Nesse evento, a jovem judoca representará Três Lagoas e o estado de Mato Grosso do Sul entre os mais promissores atletas da categoria em território nacional.
Familiares e instrutores afirmam que o judô é essencial na vida da atleta mirim, auxiliando na construção de sua autoconfiança, na interação social e na disciplina. A prática esportiva transformou-se igualmente em um ambiente de amadurecimento e desenvolvimento, onde Rebeca exibe um comprometimento e um progresso contínuos.
A performance em 2026 solidifica essa relevância. Até o presente momento, a judoca já garantiu uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze. Dentre suas maiores conquistas, destaca-se a prata no Campeonato Brasileiro Regional de Judô, resultado que garantiu sua participação na fase nacional.
Atualmente, a atleta e sua família confrontam um novo obstáculo: arrecadar fundos para a ida ao campeonato em Macapá. Despesas como transporte, estadia, alimentação e taxa de inscrição são consideráveis, ressaltando a importância do suporte de empresas, entidades e da população para que Rebeca possa competir em condições equivalentes aos demais atletas do país.
Além da busca por resultados esportivos, Rebeca exibirá no tatame uma narrativa de persistência, inclusão e triunfo pessoal. Seu percurso serve de inspiração para outras crianças e adolescentes, evidenciando que o esporte representa uma ferramenta potente para a mudança social e o crescimento humano. Para Três Lagoas e Mato Grosso do Sul, a jovem judoca já é fonte de orgulho e prova de que talento, esforço e chances podem pavimentar o caminho para grandes realizações.