Mais de 65% dos votos em Mato Grosso do Sul foram projetados para Flávio Bolsonaro (PL) pelo governador Eduardo Riedel (PP), que votou às 10h deste domingo na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Acompanhado da primeira-dama, Mônica Riedel, o chefe do Executivo estadual registrou sua participação no pleito.
Segundo o governador, as lideranças de seu grupo político mantiveram mobilização contínua ao longo das três semanas compreendidas entre o primeiro e o segundo turno, realizando carreatas, adesivagens e atividades em diversas regiões do estado. “Nas três semanas entre o primeiro e o segundo turno, todas as lideranças políticas do nosso campo permaneceram em campanha”, declarou Eduardo Riedel.
Lembrando que Flávio Bolsonaro obteve 58% dos sufrágios no território sul-mato-grossense durante a primeira etapa da eleição, o governador manifestou expectativa de ampliação desse índice. “Eu acredito que a gente supere os 65% de votos. Vamos aguardar. Ele botou a meta de 70%, mas isso é do eleitor”, afirmou.
Ao analisar o pleito, o governador classificou a disputa como acirrada e criticou o volume de acusações entre os concorrentes, embora tenha ponderado que o segundo período eleitoral abriu maior espaço para debates programáticos. “Uma campanha muito acirrada, muito ausente de propostas, muitas acusações, o que eu não gosto, não acho positivo, de ambos os lados”, disse.
Questionado sobre a futura relação com o governo federal caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneça no cargo, o governador salientou que mantém postura separatista entre preferências partidárias e obrigações administrativas. “Eu não misturo posições políticas com relações administrativas. Eu sempre lidei com muito respeito com o presidente Lula”, pontuou.
Eduardo Riedel ainda reforçou que a gestão pública demanda cooperação federativa e atenção a toda a sociedade, independentemente de divergências ideológicas. “Como governador, eu vou atender a todos e respeitar todas as posições. E, para isso, eu tenho que lidar com o presidente de qualquer matiz ideológico”, concluiu.