O mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika. (Foto: Agência Senado/Prefeitura de São Paulo)
Mato Grosso do Sul registrou o primeiro óbito por dengue em 2026, segundo o mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A vítima residia em Bonito. Adicionalmente, dois outros falecimentos suspeitos continuam sob apuração.
Apesar de a confirmação do primeiro falecimento por dengue sinalizar um alerta, a principal preocupação das autoridades sanitárias concentra-se na chikungunya. Até o momento, o Estado soma 12.735 casos prováveis, 9.729 casos confirmados, 28 mortes confirmadas e um óbito em fase de investigação.
Os óbitos por chikungunya são majoritariamente observados na região sul de Mato Grosso do Sul, com a cidade de Dourados apresentando o maior volume. Mortes também foram confirmadas em Bonito, Jardim, Ponta Porã, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã e Nioaque. O relatório epidemiológico indica ainda que 114 gestantes foram diagnosticadas com a enfermidade em 2026.
Quanto à dengue, sete municípios registraram uma baixa incidência de novos casos confirmados nas últimas duas semanas, incluindo Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Nioaque, Paranhos, Sidrolândia, Itaquiraí e Chapadão do Sul.
A campanha de vacinação contra a dengue segue ativa no Estado. Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina e já administrou 223.322, das quais 201.349 foram para o grupo prioritário, composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O protocolo de imunização exige duas doses, com um espaçamento de três meses.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) aconselha que indivíduos com sintomas como febre elevada, dores corporais, dores articulares intensas ou erupções cutâneas busquem assistência médica sem demora. Além disso, a comunidade deve garantir que quintais e terrenos estejam isentos de recipientes que possam reter água, erradicando potenciais focos do mosquito Aedes aegypti.