O delegado regional da Polícia Civil de Três Lagoas, Dr. Ailton Pereira de Freitas, não será mais transferido para Campo Grande. Essa confirmação ocorreu na manhã desta terça-feira (25) durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, anunciada pelo presidente do Legislativo, vereador Tonhão.
A mobilização para reverter a decisão começou na semana anterior, após a publicação da transferência do delegado no Diário Oficial do Estado, pela Portaria "P" DGPC/MS nº 760, em 19 de agosto. A remoção, motivada por interesse da administração da Polícia Civil, surpreendeu as autoridades locais. Os 15 vereadores, em conjunto, assinaram um ofício direcionado ao governador Eduardo Riedel, contando com o apoio do ex-governador Reinaldo Azambuja e de deputados estaduais.
O movimento ganhou ainda mais força com o suporte de importantes lideranças políticas da cidade e do estado, incluindo o prefeito Dr. Cassiano Maia, o ex-deputado estadual Eduardo Rocha e o vice-governador Barbosinha, demonstrando que a questão ia além do âmbito do Legislativo municipal.
O pedido foi acatado. Dr. Ailton permanecerá em Três Lagoas, onde integrará um novo setor de inteligência a ser implementado na cidade. A notícia foi recebida com satisfação por toda a classe política e pela comunidade.
"O doutor Ailton é uma pessoa de conduta ilibada, tem um trabalho prestado e reconhecido por toda a classe política da nossa cidade. Não apenas pelos vereadores, mas pelo prefeito, pelos deputados", enfatizou Tonhão em seu pronunciamento.
A permanência do delegado também considera uma questão afetiva, pois Dr. Ailton reside há muitos anos no município e aguarda a chegada de um neto, e a mudança para a capital impossibilitaria a proximidade familiar.
"Atendeu as expectativas e o objetivo. Ele queria muito continuar aqui em Três Lagoas", complementou o presidente da Câmara.
O delegado, que também recebeu diversas manifestações favoráveis de associações e instituições locais, solicitou a Tonhão que expressasse seu agradecimento a todos os vereadores pelo empenho. A mobilização conjunta assegurou que Três Lagoas não perdesse um profissional de excelência.