A dor de cabeça é comum, mas nem sempre normal. O neurocirurgião Daniel Rodrigues de Oliveira alertou sobre investigar dores frequentes e tratá-las adequadamente, em entrevista ao programa TVC Agora.
O especialista explicou que a dor de cabeça impacta a qualidade de vida, sendo uma das principais queixas médicas.
“Dor não é comum. Ela pode ser frequente, mas não é normal sentir dor. Toda dor tem um motivo e uma origem”, destacou o médico.
O sinal de alerta ocorre quando a dor interfere na rotina, reduzindo a produtividade e alterando a qualidade de vida.
O neurocirurgião explicou que a enxaqueca é uma doença genética e hereditária, um tipo específico de dor de cabeça.
“O tratamento acontece de duas formas: prevenção, para evitar as crises, e tratamento de resgate, utilizado no momento da dor”, explicou.
Hábitos diários podem ser gatilhos para crises de enxaqueca, como:
- Jejum prolongado;
- Estresse e nervosismo;
- Noites mal dormidas;
- Exposição excessiva ao sol;
- Uso excessivo de telas;
- Alimentos como chocolate, queijos amarelos e frutas cítricas.
O uso frequente de analgésicos sem orientação médica também é um alerta, pois a automedicação pode cronificar a dor e causar dependência.
“O consumo excessivo de analgésicos alimenta o mecanismo da dor. A pessoa entra em um ciclo em que fica dependente da medicação”, afirmou.
O uso recorrente de mais de dois analgésicos por semana pode aumentar a frequência das crises.
O especialista orienta procurar avaliação médica se a dor mudar ou apresentar sintomas como:
- Aumento da frequência da dor;
- Dor mais intensa;
- Visão embaçada;
- Flashes de luz;
- Formigamentos;
- Perda de visão.
“Nesses casos, é importante procurar atendimento com prioridade”, ressaltou.
O médico chamou atenção para dores de cabeça em crianças, que podem ser enxaqueca infantil, cujos sintomas nem sempre são na cabeça.
“Algumas crianças apresentam dores abdominais fortes ou dores intensas nas pernas, sem causa aparente. Isso pode ser um equivalente enxaquecoso”, explicou.
A recomendação é que os pais procurem avaliação especializada se os sintomas forem frequentes.
Para evitar crises, o médico recomenda:
- Atividade física regular;
- Sono de qualidade;
- Alimentação equilibrada;
- Redução do estresse;
- Controle do tempo em telas.
“Dor de cabeça tem tratamento. A pessoa não deve aceitar viver com dor como se fosse algo normal”, concluiu.