Curadoria Inteligente
07/03/2026 | 5 min leitura

Operação Approximatus inicia no Paranapungá e estende-se a outros bairros de Três Lagoas

Ação integrada entre segurança e prefeitura foca no combate ao crime e melhorias urbanas no Paranapungá, com planos de expansão.

Operação Approximatus inicia no Paranapungá e estende-se a outros bairros de Três Lagoas

Operação Approximatus Começa no Paranapungá

Uma ação conjunta entre as forças de segurança e a Prefeitura de Três Lagoas foi iniciada na manhã desta quarta-feira (4) no bairro Paranapungá. A Polícia Militar, a Polícia Civil e o município deram início à Operação Approximatus, uma iniciativa que visa cumprir mandados de prisão, combater o tráfico de drogas, limpar terrenos, remover entulhos e fortalecer a segurança pública, com foco também no fortalecimento da comunidade local.

O lançamento da operação ocorreu na sede da Associação de Moradores do bairro e contou com a presença de representantes das forças policiais, secretarias municipais, vereadores e moradores. A coordenação da operação está a cargo do 2º Batalhão da Polícia Militar, e o planejamento foi feito a partir de um levantamento da “mancha criminal” na cidade, que identificou os bairros considerados mais críticos.

O prefeito Cassiano Maia, o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Ronaldo Moreira, o delegado regional da Polícia Civil, Ailton Pereira, o presidente da Câmara Municipal, Antônio Empeke Júnior, o Tonhão, além de outros delegados, policiais, vereadores e líderes comunitários participaram do evento.

Segundo Ronaldo Moreira, a operação busca aproximar o poder público da população e fortalecer os laços comunitários. Ele explicou que a iniciativa foi planejada com base em estudos de análise criminal que se fundamentam na teoria do crime ecológico e na teoria da anomia, que visa combater a desorganização social, a falta de normas claras e o colapso das instituições sociais em uma determinada área. O objetivo é fortalecer três pilares considerados cruciais para a redução da criminalidade: as relações familiares, as organizações comunitárias e a presença institucional do poder público.

Durante 15 dias consecutivos, haverá presença constante de viaturas policiais 24 horas na região, além de ações específicas como blitz de trânsito, visitas do Programa Mulher Segura (Promuse) às vítimas de violência doméstica e palestras de prevenção ao uso de drogas em escolas e na comunidade.

A Polícia Militar estima que cerca de 20% dos crimes registrados no bairro estejam relacionados à violência contra a mulher, o que justificou a inclusão de ações específicas voltadas para essa questão.

A operação terá uma duração total de 30 dias, sendo 15 dias de atuação intensiva e outros 15 dias para avaliação e manutenção da presença policial. Após esse período, um novo bairro deverá receber a iniciativa, de acordo com a análise da movimentação criminal na cidade.

Ronaldo Moreira destacou que, apesar da escolha do Paranapungá para o início das ações, Três Lagoas apresenta índices de criminalidade considerados tranquilos. Ele informou que, nos dois primeiros meses deste ano, houve uma redução de 33% nos furtos e de 17% nos roubos no município.

Além das ações de segurança, a operação também engloba medidas urbanas e de saúde pública. Imóveis abandonados e terrenos sujos serão inspecionados e poderão resultar em notificações e responsabilização dos proprietários. O objetivo é diminuir o número de locais que são utilizados para o uso e a comercialização de drogas.

O prefeito Cassiano Maia enfatizou que a operação reúne diferentes áreas da administração municipal e que ela será estendida a outros bairros da cidade.

Equipes da prefeitura também atuarão na remoção de lixo e entulhos e na limpeza de terrenos. Segundo o secretário de Infraestrutura, a fiscalização já emitiu autos de infração em propriedades irregulares, e os serviços de roçada e limpeza serão realizados pela administração municipal, com os custos sendo cobrados posteriormente dos proprietários junto ao IPTU.

O delegado da Seção de Investigações Gerais (SIG), Ricardo Cavenha, relatou que o bairro enfrenta uma grande circulação de usuários de drogas, o que acaba gerando pequenos furtos e transtornos para os moradores. Ele explicou que a Polícia Civil intensificará as investigações para identificar os fornecedores de entorpecentes e os autores de furtos recorrentes na região, reunindo provas para encaminhamento ao Ministério Público.

O presidente da Câmara Municipal, Antônio Empeke Júnior, mencionou que muitas das reclamações relacionadas à criminalidade, terrenos baldios e descarte irregular de lixo chegam ao Legislativo por meio da população. O vereador Adriano César Rodrigues, o Sargento Rodrigues, líder do prefeito na Câmara, salientou que a operação também possibilitará a aplicação de uma lei municipal de sua autoria que autoriza a prefeitura a demolir imóveis abandonados em ruínas que são utilizados como ponto de consumo de drogas ou esconderijo de objetos furtados.

Para o delegado regional da Polícia Civil, Ailton Pereira, a aproximação entre as forças de segurança e a população tende a contribuir para a redução dos índices de criminalidade.

O presidente da Associação de Moradores do Paranapungá, Celso José de Sousa, acredita que a operação pode auxiliar no enfrentamento de problemas antigos do bairro, como a presença de usuários de drogas, terrenos abandonados e descarte irregular de lixo, além de fortalecer a participação da comunidade nas ações de segurança e melhoria do ambiente urbano.

Original em RCN 67

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