Curadoria Inteligente
20/08/2026 | 3 min leitura

Paralisação dos bancários deixa cinco agências sem atendimento

Bancários de Três Lagoas e região paralisam atividades por 24h em mobilização nacional. Reivindicam melhores salários, contratações e fim de metas abusivas.

Paralisação dos bancários deixa cinco agências sem atendimento

Os bancários de Três Lagoas e região cruzaram os braços por 24 horas nesta quinta-feira (20). Essa mobilização faz parte da campanha salarial da categoria e foi aprovada em assembleia na última segunda-feira (17). Conforme o Sindicato dos Bancários de Três Lagoas, a ação segue uma movimentação nacional dos trabalhadores.

A presidente do sindicato, Thelma Regina Gomes Rocha Canisso, informou que a categoria está em negociação desde junho. Após oito rodadas de conversas com os bancos, ainda não foi apresentada uma proposta global que satisfaça as reivindicações dos trabalhadores.

“Estamos em campanha salarial desde junho. Com oito rodadas de negociações, não chegamos a nenhuma definição quanto às propostas apresentadas pelos banqueiros”, declarou Thelma.

Entre as principais demandas estão a valorização do piso salarial, a contratação de mais funcionários, o reajuste dos salários e dos valores dos tíquetes alimentação e refeição, além do combate às metas consideradas abusivas pela entidade sindical.

A categoria também recusou uma proposta de reajuste escalonado feita pelos bancos. Segundo Thelma, essa medida poderia estabelecer percentuais de reajuste distintos conforme a faixa salarial. Os trabalhadores buscam a reposição da inflação, estimada em 5%, mais 5% de aumento real.

Redução no quadro

Em Três Lagoas, o sindicato calcula que existam aproximadamente 130 bancários distribuídos em seis agências. Para Thelma, a diminuição do número de funcionários nos últimos anos, impulsionada também pela digitalização dos serviços bancários, intensificou a sobrecarga sobre os trabalhadores.

“Os bancários diminuíram, mas as metas continuam abusivas, exorbitantes e adoecem os bancários”, afirmou a presidente.

Thelma também pontuou que, apesar do avanço dos aplicativos e serviços digitais, uma parcela dos clientes ainda necessita de atendimento presencial, especialmente idosos e pessoas com dificuldade no uso de ferramentas eletrônicas.

De acordo com o sindicato, a base representa mais de 200 bancários em municípios da região do Bolsão, incluindo Três Lagoas, Água Clara, Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Inocência, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Selvíria.

Paralisação

Thelma enfatiza que a mobilização desta quinta-feira é uma paralisação de 24 horas, e não uma greve por tempo indeterminado. A concentração das atividades sindicais ocorrerá em Três Lagoas, mas funcionários de outras cidades também podem aderir ao movimento. “Nesse momento, é uma paralisação, não é uma greve. É apenas uma paralisação para que a gente mostre a insatisfação quanto às propostas apresentadas até agora pelos banqueiros”, explicou.

A campanha salarial tem sua data-base em 1º de setembro. Conforme a presidente do sindicato, uma nova rodada de negociação está agendada para os próximos dias, quando os bancos deverão apresentar uma proposta global.

O sindicato aconselha os clientes a se organizarem e, sempre que possível, utilizarem os canais digitais e eletrônicos das instituições financeiras para realizar pagamentos, transferências e demais operações durante o período da paralisação.

Original em RCN 67

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