Curadoria Inteligente
01/09/2026 | 2 min leitura

Paralisação mobiliza trabalhadores em Inocência e pressiona por reajuste salarial

Trabalhadores terceirizados no Projeto Sucuriú, em Inocência, paralisam atividades por reajuste salarial, benefícios e condições de trabalho, pressionando empresas.

Paralisação mobiliza trabalhadores em Inocência e pressiona por reajuste salarial

Nesta terça-feira (1º), trabalhadores de empresas contratadas para as obras do Projeto Sucuriú, da Arauco, iniciaram uma paralisação na cidade de Inocência. O movimento trabalhista acontece em meio às discussões da data-base da categoria, com demandas por reajuste nos salários, mais benefícios, melhor alimentação e aprimoramento das condições de trabalho.

A categoria já havia levantado pautas similares em negociações passadas. No ano de 2025, milhares de empregados se reuniram em assembleias que formularam uma lista de 16 itens. Naquele período, foi acordado um reajuste salarial de 6,19%, elevação do vale-alimentação de R$ 700 para R$ 900, além de bonificações e outras condições favoráveis.

Durante a mobilização atual, os trabalhadores também expressam preocupações com a segurança e as condições oferecidas nos seus ambientes de trabalho. Tais questões são consideradas neste momento como parte das reivindicações do grupo. A interrupção das atividades adquire grande importância devido à magnitude do projeto, que já atingiu mais de 70% de conclusão, com um aporte financeiro estimado em US$ 4,6 bilhões e uma expectativa de produzir cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose anualmente.

Não é a primeira vez que uma paralisação acontece durante a execução deste projeto. Em junho de 2025, aproximadamente 250 trabalhadores cruzaram os braços durante a construção de alojamentos. Posteriormente, em fevereiro de 2026, outra mobilização chegou ao fim depois de acordos sobre o pagamento de horas extras e vantagens ligadas às folgas de campo.

As atuais negociações contam com a participação do Sintiespav-MS e das empresas encarregadas pelas diversas etapas do trabalho. A decisão final sobre salários, benefícios, alimentação e outras condições solicitadas será crucial para definir o rumo da mobilização. Tanto as empresas envolvidas, incluindo a Arauco, quanto as representações dos trabalhadores, ainda têm a oportunidade de se manifestar oficialmente a respeito da paralisação.

A equipe de reportagem da Rádio Caçula buscou contato com o Sintiespav-MS utilizando o telefone oficial da entidade, contudo, até o momento da publicação desta matéria, não obteve resposta. O veículo de comunicação mantém o espaço disponível para que o sindicato possa expor sua visão, detalhar as demandas da categoria e comentar sobre a greve.

Original em Radio Caçula

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