A significativa expansão das indústrias de celulose e eucalipto em Três Lagoas e áreas adjacentes não resultou no declínio da pecuária tradicional. Pelo contrário, promoveu uma reestruturação focada na eficiência da produção. Rafael Gratão, presidente da cooperativa Novilho Precoce, abordou este ponto central durante o evento “Cenários do MS”, que aconteceu na última quinta-feira, dia 20, em colaboração com o Sindicato Rural.
Indagado sobre a possível substituição de pastagens por florestas cultivadas, Gratão esclareceu que a pecuária passou por uma modernização substancial ao longo do tempo. Ele salientou que, apesar de o rebanho ter ocupado uma área muito mais extensa anteriormente, a produção de carne cresceu. Isso significa que, em menor espaço, o pecuarista consegue gerar animais mais pesados e precoces, graças a programas como o Novilho Precoce.
O presidente da cooperativa ainda destacou a coexistência entre as diferentes culturas como um elemento benéfico para a segurança econômica dos produtores rurais. Ele afirmou que a diversificação com o eucalipto é vantajosa, pois “Quando o boi vai mal, o eucalipto pode ir bem. Essa diversificação a gente vê muito saudável”. Em uma perspectiva global, Gratão ressaltou que Mato Grosso do Sul se tornou o principal polo mundial de celulose, atraindo a atenção de investidores internacionais e impulsionando a criação de empregos no estado.