A construção da ponte do Corredor Bioceânico, que interliga Porto Murtinho a Carmelo Peralta, está em sua etapa derradeira e a conexão física deve ser finalizada em aproximadamente dois meses. No presente momento, a distância entre as partes brasileira e paraguaia da estrutura é de 69 metros.
O vão central da ponte, situado sobre o Rio Paraguai, possui 350 metros e encontra-se em fase adiantada de construção. Com uma extensão total de 1.294 metros, a estrutura foi concebida para assegurar uma navegação segura, com um vão elevado e a aplicação de tecnologia de engenharia de ponta.
Durante a semana corrente, o engenheiro responsável pelo projeto, Mario de Miranda, visitou o local da obra acompanhado por uma delegação internacional. Na ocasião, técnicos acompanharam o funcionamento do “trem de avanço”, equipamento utilizado para a instalação dos cabos estaiados e na concretagem da plataforma. Conforme o engenheiro, o planejamento segue conforme o previsto e a junção das estruturas deverá ocorrer dentro do prazo estimado.
Após a união dos dois lados, a obra entrará na fase conclusiva, com a implementação de pistas, calçadas, iluminação, pavimentação e sinalização. A previsão é de que esta etapa seja concluída até agosto, enquanto os acessos no lado paraguaio devem ser finalizados até novembro.
A ponte terá cerca de 21 metros de largura e estará situada a aproximadamente 35 metros acima do nível do rio. O trecho estaiado terá 632 metros, sustentado por torres que atingirão 130 metros de altura. O investimento na construção gira em torno de 100 milhões de dólares, com financiamento da Itaipu Binacional.
No Brasil, a ligação com a BR-267 compreende um trecho de 13,1 quilômetros, com um investimento estimado em R$ 574 milhões. Apesar do progresso da ponte, a conclusão total dos acessos brasileiros está prevista para 2028.
A ponte é considerada um elemento crucial do Corredor Bioceânico, um trajeto de 2.396 quilômetros que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico, atravessando quatro países. A expectativa é de que haja uma redução de até 17 dias no tempo de transporte para os mercados asiáticos, e de movimentar cerca de 1,5 bilhão de dólares por ano em exportações.