A Prefeitura de Três Lagoas informou que decidiu não estender o contrato de R$ 26,5 milhões, que previa a locação de máquinas pesadas para a manutenção de ruas e estradas. Esta medida foi divulgada na terça-feira (18), sucedendo a deflagração da Operação Máquinas de Areia, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul no último dia 6.
O referido contrato teve sua origem em uma licitação de 2023 e tinha seu prazo final estabelecido para a segunda-feira anterior (17).
Em comunicado oficial, a administração municipal explicou que, em vista das apurações do Ministério Público, o prefeito Cassiano Maia optou por não prorrogar o acordo e instruiu a abertura de um novo processo licitatório, visando assegurar a continuidade dos serviços essenciais de manutenção.
Conforme declarado pelo Município, a investigação abrange quatro contratos vinculados a empresas envolvidas na operação. Desses, três já foram finalizados, enquanto o contrato vigente, iniciado em 2023, permaneceu ativo até sua data de vencimento, em 17 de agosto.
Operação Máquinas de Areia
A Operação Máquinas de Areia foi iniciada por um grupo de forças-tarefa, incluindo o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a 7ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas.
Durante a execução da operação, foram expedidos e cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em localidades como Três Lagoas e Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, e também em Terenos e Castilho, cidades do interior de São Paulo.
Foi essa investigação que levou à decisão do município de não estender o contrato e de iniciar um novo processo para a contratação dos serviços necessários.
A Prefeitura garantiu que o próximo processo licitatório terá como objetivo garantir a continuidade dos serviços de utilização de máquinas pesadas, indispensáveis para a conservação da infraestrutura urbana e rural do município.
Com informações de RCN 67