A Prefeitura de Três Lagoas, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e em colaboração com a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas (SEGP), conduziu nesta segunda-feira, 3 de agosto, um treinamento de primeiros socorros. A capacitação, realizada nos períodos da manhã e tarde, foi direcionada aos profissionais da Rede Municipal de Ensino (REME), atendendo ao que determina a Lei Federal nº 13.722/2018, popularmente conhecida como Lei Lucas.
O evento de capacitação ocorreu no Ginásio Poliesportivo Cacilda Acre Rocha, congregando cerca de 900 servidores da área da Educação. O treinamento foi conduzido por André Luiz Dourado, servidor do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Sua finalidade foi capacitar professores e outros profissionais para atuarem com agilidade e precisão diante de emergências no ambiente educacional.
Ao longo da formação, os presentes foram instruídos teórica e praticamente sobre os procedimentos cruciais a serem adotados em casos de emergência, como engasgos, paradas cardiorrespiratórias, quedas, convulsões e outras eventualidades comuns no dia a dia das escolas.
Essa ação, fruto da parceria entre a SEMED e a SEGP, reafirma o empenho da Administração Municipal tanto na segurança dos alunos quanto na formação contínua dos profissionais da Educação. Além disso, a medida visa aprimorar a capacidade do ambiente escolar em lidar com emergências, assegurando maior proteção a toda a comunidade educacional.
Lei Lucas
A Lei Federal nº 13.722/2018, denominada Lei Lucas, estabelece a obrigatoriedade da capacitação em conhecimentos básicos de primeiros socorros para docentes e demais funcionários de escolas da educação básica, tanto públicas quanto privadas, e também para instituições de recreação destinadas a crianças.
Essa legislação foi promulgada em resposta ao falecimento de Lucas Begalli Zamora, um garoto de 10 anos que sofreu um engasgo durante um evento escolar e não obteve assistência apropriada a tempo. O propósito da norma é garantir que os profissionais estejam aptos a intervir prontamente em situações de urgência, antes mesmo da chegada do socorro especializado, salvaguardando assim crianças e adolescentes no contexto escolar.