Cerca de 16 mil pessoas estão cadastradas no programa municipal Hiperdia em Três Lagoas, voltado ao acompanhamento de hipertensos e diabéticos. Contudo, o engajamento no tratamento é baixo, com pouco mais de um terço dos hipertensos participando regularmente das ações de controle.
Em Mato Grosso do Sul, mais de 1.750 óbitos já foram registrados em 2026, segundo o Ministério da Saúde, evidenciando o impacto das doenças cardiovasculares. O cenário é agravado por fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e uso de anabolizantes, com alta incidência também entre pessoas com menos de 40 anos.
O médico Délcio Gonçalves da Silva Junior, chefe do hospital universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), destaca que os prejuízos vão além da mortalidade. “Para cada paciente que morre, existe um número maior de sobreviventes que passam a conviver com limitações físicas, emocionais e sociais”, afirma o especialista.