A chegada dos primeiros vagões para a malha ferroviária do Projeto Sucuriú, a nova fábrica de celulose da Arauco em Inocência, MS, fortalece o movimento da indústria florestal para equilibrar a logística e desafogar as rodovias. Espera-se que a operação ferroviária, ainda em implementação, diminua o tráfego de caminhões na região, impactando positivamente a fluidez e os custos de transporte.
Os vagões fazem parte da ferrovia EF-A35, um ramal privado de 45 km que ligará a fábrica em Inocência à Malha Norte, operada pela Rumo. A produção seguirá majoritariamente por trilhos até o Porto de Santos, consolidando uma alternativa logística mais eficiente.
O projeto tem capacidade para escoar até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, volume que exigiria um grande fluxo de caminhões se fosse transportado por rodovia. A estimativa é retirar cerca de 190 viagens diárias das estradas, aliviando gargalos, reduzindo o desgaste da infraestrutura e mitigando os riscos do transporte de carga pesada.
A mudança para o modal ferroviário também traz benefícios ambientais. A empresa calcula uma redução de até 94% nas emissões de dióxido de carbono em comparação com o transporte rodoviário, alinhada com a crescente demanda por cadeias produtivas sustentáveis.
Outras empresas do setor, como Eldorado Brasil e Suzano, também consideram projetos ferroviários próprios, indicando uma mudança estrutural na logística da celulose em MS. Esses investimentos apontam para um novo modelo de transporte de carga, com maior participação do modal ferroviário.
A entrega dos primeiros vagões do Projeto Sucuriú representa um marco no processo de transformação, combinando escala industrial, integração logística e redução de impactos na infraestrutura pública. A fábrica deve iniciar suas operações no final de 2027, juntamente com a ferrovia.