O desenvolvimento do Projeto Sucuriú, uma iniciativa de celulose da empresa Arauco em Inocência (MS), é complementado por um extenso trabalho de monitoramento da fauna no corredor do Rio Sucuriú. Esta ação possibilita a identificação de grupos de primatas, o acompanhamento de nascimentos, seus deslocamentos e hábitos, coletando dados essenciais para as estratégias de conservação da biodiversidade.
Executado pela Arauco em colaboração com a Sauá Consultoria Ambiental, o estudo foca no acompanhamento do bugio-preto (Alouatta caraya) e do macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay). Ambas as espécies são categorizadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, indicando um elevado perigo de extinção em seu habitat natural.
Nove grupos de primatas foram, até o momento, identificados na região sob monitoramento. Uma das famílias de bugios observadas inclui Baru, o pai; Pequi, a mãe; e Bacuri, o filhote. Os nomes desses animais foram definidos através de uma votação que contou com a participação de mais de 270 pessoas, incluindo colaboradores da construção e membros da comunidade.
Em observações recentes, Bacuri foi visto em interação com seus pais. Outros registros documentam os irmãos do filhote em momentos de brincadeira, proporcionando aos pesquisadores insights sobre o desenvolvimento dos animais e a dinâmica social dos grupos durante as diversas expedições de campo.