Mato Grosso do Sul abriga grandes obras e plantações de eucalipto que integram o ciclo de investimentos da indústria brasileira de papel e celulose, com previsão de injetar R$ 105 bilhões no país até 2028. O montante é monitorado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e visa a construção de unidades, modernização de plantas e melhorias logísticas.
No município de Inocência, a Arauco conduz a construção do Projeto Sucuriú, fábrica planejada para fabricar 3,5 milhões de toneladas de celulose de mercado anualmente. A unidade tem expectativa de entrar em funcionamento até o final de 2027. O estado ganha relevância devido ao ciclo de colheita do eucalipto no país, que varia de seis a sete anos.
Atuação das principais empresas
A Suzano mantém previsão de despesas de capital entre R$ 10,9 bilhões e R$ 13,3 bilhões e lidera a produção mundial de celulose de fibra curta. No cenário nacional, a Klabin mantém as embalagens como cerca de 60% de seu Ebitda, enquanto a Eldorado Brasil foca na eficiência operacional e logística no Centro-Oeste.
O setor também busca autossuficiência energética, utilizando fontes renováveis que já correspondem a cerca de 90% da energia consumida nas operações industriais, gerada inclusive a partir de subprodutos do processo produtivo.