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02/08/2026 | 7 min leitura

Reinaldo Azambuja propugna união da direita e centro para dar prosseguimento a projeto político em MS

Ex-governador Reinaldo Azambuja busca unir direita e centro em MS para dar continuidade ao projeto de Eduardo Riedel, com Nelsinho Trad simbolizando a unidade.

Reinaldo Azambuja propugna união da direita e centro para dar prosseguimento a projeto político em MS

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) declarou que a coalizão formada em Mato Grosso do Sul tem o propósito de congregar o espectro da direita e do centro, visando assegurar a continuidade do plano político liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP).

Durante as convenções partidárias, Azambuja qualificou a desistência de Nelsinho Trad (PSD) da disputa pelo Senado como um gesto de grande valor, afirmando que essa composição evita a fragmentação interna do grupo.

Reinaldo abordou questões sobre a aproximação com Capitão Contar (PL), que foi seu adversário em pleitos anteriores, e sobre contestações dentro do PL referentes à seleção dos candidatos ao Senado. Conforme ele, a montagem da chapa seguiu um acordo prévio com Bolsonaro: uma das vagas seria de Reinaldo, e a outra seria determinada por meio de pesquisas.

“Foi uma união de propósito para unir o campo, o campo da direita e do centro. Eu acho que a gente conseguiu unificar esse campo”, afirmou Reinaldo.

Nelsinho é tratado como símbolo da unidade

Reinaldo mencionou que Nelsinho Trad tomou uma decisão em prol da coesão do grupo, sacrificando um projeto pessoal para fortalecer a chapa. Na convenção, Nelsinho foi apresentado como o primeiro suplente de Reinaldo na corrida pelo Senado, enquanto Felipe Márcio foi indicado como segundo suplente.

Para Azambuja, a atitude de Nelsinho reforça a ideia de que a aliança não se limita a um único nome. Ele ressaltou que o grupo pretende atuar como uma força política unificada na campanha.

“Aqui não tem o Nelsinho, não tem o Reinaldo, não tem o Contar, nós somos um só”, disse.

Nelsinho também se pronunciou sobre sua decisão, afirmando que seu gesto foi fundamentado na unidade de um projeto em que confia. Ele explicou que precisou agir com racionalidade, descrevendo a escolha como difícil e declarando que seu desafio não era competir com Reinaldo, Contar ou outros nomes, mas “competir comigo mesmo”.

Segundo Nelsinho, o bloco político permaneceu coeso desde o segundo turno da eleição de Reinaldo Azambuja em 2014. Ele acrescentou que, quando houve desunião em 2012, o grupo sofreu uma derrota eleitoral. Com base nessa análise, ele concluiu ter feito “o que tinha que ser feito”.

Antigos adversários entram na mesma chapa

Ao comentar a participação de Capitão Contar na aliança, Reinaldo recordou que figuras como Contar, André e Rose estiveram em palanques opostos ao seu nas eleições de 2022. Contudo, ele enfatizou que a união foi construída “primeiro por Mato Grosso do Sul” e pela continuidade de um trabalho que, em sua visão, tem produzido resultados positivos.

O ex-governador citou progressos atribuídos ao grupo, como a melhoria de índices, a expansão dos serviços de saúde para diversas regiões do Estado e a defesa do desenvolvimento econômico como um meio de política social. Para Reinaldo, a criação de empregos e o desenvolvimento representam o melhor programa social para o país e para os estados.

Essa declaração está alinhada com o pronunciamento de Riedel no mesmo evento. O governador afirmou que Mato Grosso do Sul serve de exemplo ao Brasil ao reunir lideranças fortes e partidos do campo da centro-direita em uma única composição, embora tenha reconhecido que essa construção demandou muitas conversas.

Reinaldo diz que PL cumpriu regra combinada

Questionado sobre a escolha dos nomes do PL para o Senado e sobre a insatisfação de Pollon, Reinaldo informou que aceitou o convite de Bolsonaro para ingressar no partido em um diálogo que teve como testemunhas Eduardo Riedel, Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho e Tenente Portela, então presidente regional da legenda, conforme seu relato.

De acordo com Reinaldo, Bolsonaro teria estabelecido que ele seria um dos representantes do PL na disputa e que a outra vaga seria definida por pesquisas. O ex-governador relatou ter perguntado se poderia convidar Capitão Contar, então filiado ao PRTB, para se juntar ao partido, e afirmou que Bolsonaro autorizou a conversa, desde que Contar aceitasse “a regra do jogo”.

“Contar, num primeiro momento que nós chamamos, topou da gente unificar a direita e o centro, e nós seguimos aquilo que foi combinado”, declarou Reinaldo.

Ele expressou respeito por manifestações contrárias, mas frisou que o momento atual é de união. Para Reinaldo, uma divisão interna beneficiaria o adversário político que, segundo ele, está “do outro lado”.

O ex-governador também revelou ter apelado para que Pollon concorra a uma vaga de deputado federal. Em sua opinião, essa candidatura beneficiaria o Brasil, Mato Grosso do Sul e o PL, além de aumentar as chances de uma bancada mais robusta.

Reinaldo acrescentou que Pollon solicitou o número 2222, utilizado por ele na eleição anterior, mas que este número já havia sido homologado. Conforme o ex-governador, todos os nomes da chapa do PL são submetidos à aprovação nacional antes da convenção, e a lista enviada incluiu Reinaldo, Capitão Contar, nove candidatos a deputado federal e 25 candidatos a deputado estadual.

Posteriormente, Reinaldo comunicou que a votação do PL havia sido concluída e que todos os convencionais votaram unanimemente pela coligação, pela chapa e pelos nomes apresentados, incluindo Pollon.

Contar fala em palavra cumprida e pedido de união

Capitão Contar também se pronunciou sobre a composição. Ele enfatizou que, na política, “o que tem valor e deve ser respeitado é a palavra”, e disse que as conversas com Reinaldo tiveram início no ano anterior, quando ele ainda estava no PRTB e possuía autonomia para decidir o rumo partidário.

Contar afirmou ter mantido sempre uma comunicação transparente com Bolsonaro e relatou ter recebido dele um pedido de união. Segundo o ex-deputado, Bolsonaro desejava que o campo político aliado conquistasse 50% da Câmara Federal e, no mínimo, 50% do Senado, como forma de garantir estabilidade ao país.

Ele agradeceu a Reinaldo, Riedel e Tereza Cristina por abrirem espaço para sua participação na aliança. Também elogiou Nelsinho Trad, afirmando que a decisão do senador não representou “um passo para trás”, mas sim “um largo passo para frente” em favor da unidade.

“O que nós estamos fazendo em Mato Grosso do Sul nesta manhã é um exemplo para os demais estados do Brasil”, afirmou Contar.

Discurso estadual se conecta à disputa nacional

Reinaldo estendeu parte de sua argumentação para o cenário nacional. Ele declarou que Tereza Cristina se colocou à disposição para uma composição nacional pensando no Brasil, e não em um projeto pessoal, e ressaltou que o país necessita de reformas estruturais.

Em sua avaliação, o Brasil gasta R$ 1 trilhão apenas com juros da dívida, não cresce economicamente como a população merece e convive com estatais que geram prejuízo. Reinaldo também criticou a existência de 38 ministérios que, segundo ele, acarretam despesas sem proporcionar benefícios proporcionais à população.

O ex-governador afirmou que o campo político da direita e do centro está receptivo a todos que compartilham da mesma visão. Ele também expressou sua crença de que, no âmbito nacional, candidaturas como a de Flávio Bolsonaro pelo PL, a de Caiado pelo PSD e outras desse mesmo espectro poderão se unir em um eventual segundo turno.

Como candidato à reeleição, Riedel adotou um tom similar ao abordar a campanha estadual. Ele disse que a aliança partidária é parte do processo, mas que a decisão final compete à sociedade sul-mato-grossense, e afirmou que pretende conduzir uma eleição baseada em propostas, transparência e diálogo, sem conflitos, ofensas ou ataques pessoais.

A convenção consolidou, nos discursos das lideranças, a tentativa de transformar antigas rivalidades em uma frente unificada. Para Reinaldo, a mensagem central da campanha será convencer o eleitor de que a aliança representa o melhor projeto para Mato Grosso do Sul.

Original em RCN 67

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