A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) optou por manter a suspensão da venda, distribuição e utilização de certos lotes de produtos da marca Ypê. Contudo, a agência amenizou parte das restrições impostas, após analisar a nova documentação e laudos apresentados pela fabricante.
Essa decisão permanece em vigor para lotes específicos de detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos que possuem o número 1 ao final de sua numeração de fabricação. A Anvisa explicou que a medida se deve ao não cumprimento de padrões sanitários, observados durante uma inspeção na fábrica da Ypê em Amparo (SP), ocorrida entre 27 e 30 de abril.
Após uma nova análise, a Anvisa autorizou a liberação dos detergentes lava-louças e desinfetantes que foram fabricados a partir de março de 2026, assim como os lava-roupas produzidos a partir de abril. Essa resolução foi tomada com base em laudos de laboratório que demonstraram a conformidade e qualidade desses itens.
Ainda estão suspensos os desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê, e os detergentes lava-louças com número de lote terminado em 1, produzidos antes de 1º de março de 2026. Para os lava-roupas das linhas Tixan Ypê e Ypê Líquido, a proibição se mantém para aqueles fabricados antes de 1º de abril de 2026.
A empresa, por meio de um comunicado, afirmou ter submetido à Anvisa novos relatórios sobre os lotes que foram fabricados nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, e agora aguarda a avaliação dessa documentação para uma potencial expansão das liberações.
O problema teve início em maio, quando a Anvisa suspendeu mais de uma centena de lotes da fabricante. A decisão veio após a identificação de 76 não conformidades sanitárias no processo de produção. Entre as principais preocupações destacadas pela fiscalização, estava a possibilidade de contaminação microbiológica dos produtos.
O incidente ganhou visibilidade, pois a Ypê já havia enfrentado um problema similar em novembro de 2025, relacionado à detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em itens da linha de lava-roupas.
Apesar de ser uma bactéria comum no meio ambiente e geralmente inofensiva para indivíduos saudáveis, ela pode ocasionar infecções em pessoas com o sistema imunológico debilitado, como pacientes em tratamento de câncer, transplantados ou idosos. Dessa forma, a Anvisa reforça que suas ações são preventivas, buscando minimizar os riscos à saúde pública.