Curadoria Inteligente
14/04/2026 | 4 min leitura

SES Alerta para Risco de Arboviroses em MS com Base no LIRAa de 2026

SES divulga LIRAa de 2026 e alerta para o risco de surtos de dengue, zika e chikungunya em municípios de MS. Medidas urgentes são necessárias.

SES Alerta para Risco de Arboviroses em MS com Base no LIRAa de 2026

SES Divulga Resultados do LIRAa de 2026 e Alerta sobre Arboviroses em MS

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) apresentou os resultados do primeiro ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti) de 2026, realizado em janeiro, indicando um cenário preocupante para o risco de arboviroses no estado.

Os dados acentuam o alerta, especialmente para municípios classificados em médio risco (índice de 1 a 3,9) e, principalmente, alto risco (acima de 4), que mostram maior probabilidade de ocorrência de surtos e epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Municípios em Alto Risco Precisam de Ação Imediata

Entre os municípios com alto risco de infestação, destacam-se: Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00).

Cidades como Maracaju (4,90), Vicentina (4,60) e Naviraí (4,10) também permanecem em estado de alerta, necessitando de intensificação imediata das ações de controle e mobilização local.

Faixa de Médio Risco Também Requer Atenção

Na classificação de médio risco, que já sinaliza um cenário de atenção, encontram-se municípios como Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70), Bataguassu (3,50) e outros com índices próximos ao limite para alto risco.

Campo Grande, com índice de 1,40, também está nessa faixa, o que reforça a necessidade de manutenção e intensificação das ações de vigilância.

Municípios com Índice Zero Devem Manter Vigilância

Apesar de alguns municípios apresentarem índice zero, como Chapadão do Sul, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Itaquiraí, Japorã, Jaraguari e Juti, a SES adverte que esse cenário deve ser analisado com cautela.

É indispensável verificar se o levantamento foi realizado corretamente e comparar os dados com outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença do mosquito, disponíveis no boletim epidemiológico.

Esse cruzamento de informações é vital para garantir a confiabilidade dos dados e evitar uma falsa sensação de segurança.

Monitoramento Orienta Ações e Fortalece Prevenção

O LIRAa é uma ferramenta estratégica para identificar a infestação do Aedes aegypti e direcionar ações mais eficazes nos municípios, permitindo respostas rápidas e focadas nas áreas de maior risco.

As informações embasam desde visitas domiciliares até ações de bloqueio, eliminação de criadouros e campanhas educativas.

A SES informa ainda que um novo ciclo do LIRAa será realizado nas duas últimas semanas de maio, possibilitando a atualização dos índices de infestação e o redirecionamento das estratégias de enfrentamento ao Aedes aegypti nos municípios.

Autoridades Ressaltam Alerta e Responsabilidade Coletiva

A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, enfatizou a importância do uso dos dados para antecipar cenários críticos. “Os municípios em médio e principalmente, em alto risco precisam intensificar imediatamente as ações de controle. Esses índices indicam maior probabilidade de surtos, e o enfrentamento precisa ser rápido, coordenado e contínuo, com apoio do Estado e participação ativa da população”, afirmou.

Ela também reforçou a necessidade de manter a vigilância mesmo em cidades com bons indicadores. “Mesmo os municípios com índice zero devem analisar cuidadosamente os dados, confrontando com outros instrumentos, como as ovitrampas, para garantir que não haja subnotificação ou falhas no levantamento”, completou.

O gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, destacou a atuação estratégica a partir dos dados do levantamento. “O Estado já utiliza essas informações para direcionar as ações de forma mais precisa, priorizando os municípios com maiores índices e intensificando o apoio técnico, as visitas de campo e as estratégias de eliminação de criadouros. O monitoramento permite respostas mais rápidas e eficazes no enfrentamento ao mosquito”, afirmou.

Segundo ele, o momento exige mobilização contínua. “Estamos em um período favorável à proliferação do mosquito, e qualquer descuido pode resultar no aumento de casos. Por isso, é fundamental que municípios e população atuem juntos na eliminação de criadouros”, enfatizou.

População é Fundamental no Combate ao Mosquito

A SES reforça que o enfrentamento ao Aedes aegypti depende da participação de toda a população. A eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza de quintais e a atenção aos ambientes domésticos são medidas simples, porém essenciais para conter a proliferação do mosquito.

A recomendação é manter a vigilância ativa em todos os municípios, independentemente do nível de risco, prevenindo a ocorrência de surtos e protegendo a saúde da população.

Original em Radio Caçula

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