Panorama da Operação Approximattus em Três Lagoas
Em entrevista ao Café da Manhã, da 96 Caçula, o subcomandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, capitão José Flávio Barbosa de Moura, apresentou um panorama da Operação Approximattus, em Três Lagoas, focada no bairro Paranapungá.
O principal objetivo da operação, segundo o capitão, foi fortalecer os laços entre a polícia e a comunidade. “A Operação Approximattus teve o intuito de aproximar a Polícia Militar e os serviços públicos da população”, afirmou.
A ação teve início no dia 4 de março, após um levantamento estratégico. “Realizamos um mapeamento e análise de dados para identificar fatores que afetam a segurança pública”, explicou.
A operação se baseou na atuação conjunta de diferentes instituições. O planejamento envolveu a Polícia Militar, a Polícia Civil e setores da administração municipal.
“Houve planejamento com órgãos municipais, como infraestrutura, assistência social e saúde, visando uma aproximação dos serviços públicos”, destacou.
A integração resultou em reforço de serviços essenciais no bairro, como limpeza urbana, manutenção de vias e melhorias na iluminação pública, que contribuem para a redução da criminalidade.
Na área operacional, a operação impactou o combate ao tráfico de drogas. “No dia 6 de março, cumprimos oito mandados de busca, resultando em prisões, apreensão de uma pistola 9mm e cerca de R$ 10 mil”, relatou o capitão.
O sucesso da operação vai além da repressão. “Não se trata apenas de policiamento, mas também de fatores ambientais e estruturais que influenciam a segurança pública”, pontuou.
A escolha do bairro Paranapungá se baseou em análise criteriosa de fatores estruturais, como terrenos abandonados e imóveis mal conservados, que favorecem a prática de delitos.
Esses locais eram utilizados para esconder objetos furtados ou para o consumo de drogas, prejudicando os moradores.
A participação da população foi fundamental. A receptividade foi positiva desde o planejamento. “A população participou ativamente, com apoio da Associação de Moradores”, afirmou.
O capitão ressaltou a importância das denúncias anônimas. “A participação dos moradores é fundamental para a atuação da Polícia Militar”.
A primeira fase da operação encerrou nesta quarta-feira, 18, e entra em etapa de monitoramento. O policiamento será mantido, com menor intensidade. “Continuaremos atuando e monitorando os dados da região”, explicou.
O capitão não descartou a possibilidade de ampliar a operação para outros bairros da cidade. “Caso haja necessidade, poderemos aplicar o mesmo modelo em outras regiões”, afirmou.
O subcomandante reforçou os canais de comunicação, destacando o uso do WhatsApp do batalhão e o telefone 190 para emergências.