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02/08/2026 | 5 min leitura

Tereza Cristina diz que aceitaria convite de Flávio Bolsonaro, mas a decisão final depende do PP

Senadora Tereza Cristina confirma ter aceito convite de Flávio Bolsonaro para chapa nacional, mas ressalta que a palavra final é do Progressistas e da federação partidária.

Tereza Cristina diz que aceitaria convite de Flávio Bolsonaro, mas a decisão final depende do PP

A senadora Tereza Cristina declarou que aceitaria o convite de Flávio Bolsonaro para uma candidatura nacional, contudo, condicionou sua decisão final à aprovação do partido Progressistas e da federação partidária.

A senadora enfatizou que uma candidatura em âmbito nacional não pode ser uma escolha solitária e informou que o Progressistas decidiu pela neutralidade após consultar suas executivas estaduais.

Tereza Cristina reiterou sua disposição em aceitar a proposta de Flávio Bolsonaro para integrar uma chapa nacional, porém, frisou que qualquer definição depende do consentimento do Progressistas e da federação. Essa declaração foi feita durante as convenções que uniram lideranças de centro-direita em Mato Grosso do Sul, no contexto da formação da chapa estadual encabeçada pelo governador Eduardo Riedel.

Ao ser questionada sobre a chance de se tornar vice de Bolsonaro, Tereza confirmou ter recebido o convite de Flávio Bolsonaro e expressou sua aceitação, mas fez questão de salientar que a decisão final não é exclusivamente sua.

“Recebi o convite de Flávio Bolsonaro e declarei que aceitaria, mas deixei claro que não é uma decisão individual”, relatou a senadora.

Conforme Tereza, a validação da decisão seria imprescindível por parte do Progressistas e da federação. Ela mencionou que o partido, após discussões internas e consulta aos presidentes das executivas estaduais, chegou à conclusão de que manteria a neutralidade no panorama político nacional.

Tereza Cristina mantém apoio político apesar da indefinição nacional

Mesmo com a neutralidade oficial do Progressistas, Tereza Cristina assegurou sua participação na campanha “de alguma forma”, justificando sua identificação com o espectro político que, em sua visão, é capaz de guiar o Brasil na direção que ela apoia.

A senadora conectou a pauta nacional à coalizão estabelecida em Mato Grosso do Sul. Em sua percepção, a formação da chapa estadual é um reflexo da solidez de partidos e figuras políticas que optaram por colaborar em prol de um objetivo compartilhado.

“Esta coligação em Mato Grosso do Sul demonstra a união de esforços para o futuro do Estado e para o destino que almejamos para o nosso país”, declarou.

A postura de Tereza Cristina foi endossada pelo governador Eduardo Riedel, que manifestou publicamente seu apoio à inclusão dela em uma chapa majoritária nacional. Riedel, também filiado ao PP, destacou que a senadora possui um histórico, atuação política e habilidade de articulação para beneficiar o Brasil, embora tenha admitido que a decisão final não está somente em suas mãos.

“É evidente que a decisão não é exclusiva dela, mas registro aqui, como integrante do PP, que devemos persistir para que nosso partido, em nível nacional, tenha essa oportunidade”, afirmou o governador.

Tereza Cristina celebra aliança estadual e elogia ação de Nelsinho Trad

Tereza Cristina expressou satisfação com a abrangência da formação política no estado, indicando que o Progressistas foi fortalecido em Mato Grosso do Sul com a adesão de Eduardo Riedel. Ela ressaltou o diálogo com diversas legendas, mencionando Reinaldo Azambuja e Capitão Contar (PL), e afirmou que todos se uniram em prol do que ela denominou como o bem-estar do Estado.

A senadora também elogiou Nelsinho Trad, referindo-se a ele como um colega em Brasília. Para ela, o ato de Nelsinho de desistir da candidatura ao Senado merece ser lembrado pelo grupo político.

“A atitude de Nelsinho não pode ser ignorada por este grupo, por esta grande aliança”, declarou.

Tereza Cristina acrescentou que sua fala se dava tanto na posição de presidente do Progressistas quanto no âmbito da federação com o União Brasil. Ao analisar a chapa montada para o pleito estadual, ela assegurou que a coalizão visa dar prosseguimento ao que, na perspectiva do grupo, tem sido um sucesso em Mato Grosso do Sul.

Reinaldo Azambuja e Barbozinha também apoiam o nome de Tereza Cristina

O ex-governador Reinaldo Azambuja vinculou a possível inclusão de Tereza Cristina em uma chapa nacional à urgência de reformas estruturais no Brasil. Ele declarou que a senadora se colocou à disposição por pensar no país e, em seu discurso, criticou o impacto dos juros da dívida, o grande número de 38 ministérios e o desempenho deficitário de estatais.

Reinaldo enfatizou a necessidade de reformas estruturantes para o país e afirmou que a atuação de Tereza Cristina se alinha a essa discussão em nível nacional. Sua declaração ocorreu no mesmo momento em que ele advogava pela união das forças de direita e centro em Mato Grosso do Sul.

Barbozinha igualmente mencionou Tereza Cristina ao defender que Mato Grosso do Sul tem potencial para apresentar ao Brasil uma figura política de grande representatividade. Ele caracterizou a senadora como uma líder que simboliza as mulheres e os setores produtivos e de trabalho, sugerindo que o modelo estadual deveria ser considerado em âmbito nacional.

A mensagem política transmitida na convenção foi dual: em escala nacional, Tereza Cristina mostrou-se disponível, mas sua participação está sujeita à decisão do partido; em Mato Grosso do Sul, ela desempenha um papel fundamental como articuladora da coalizão que apoia a reeleição de Eduardo Riedel.

Original em RCN 67

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