A circulação diária de veículos de passeio e caminhões pelas rodovias que cruzam Três Lagoas reforça o alerta para a segurança no leste de Mato Grosso do Sul. O cenário é acompanhado por mortes recentes e por estatísticas estaduais que evidenciam o perigo nos principais corredores de transporte.
Na BR-158, um atropelamento vitimou Rosilene de Oliveira Franco, de 46 anos, no dia 13 de setembro, por volta das 18h10, próximo ao bairro Montanini. Dias antes, em 3 de setembro, o delegado aposentado Roberto José Medeiros, de 75 anos, morreu após uma colisão durante uma manobra de retorno na mesma rodovia, que também deixou duas mulheres feridas.
Investimentos e infraestrutura
O fluxo intenso de cargas também afeta a BR-262 e a MS-112. Segundo o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, as estradas estaduais somam ocorrências como 932 capotamentos, 823 saídas de pista, 689 tombamentos, 452 colisões traseiras, 387 colisões laterais e 356 colisões frontais.
Para tentar amenizar o problema na BR-262 e na BR-158, o Governo Federal remanejou R$ 33,9 milhões em setembro para o projeto do Anel Rodoviário de Três Lagoas, com gestão de recursos pelo DNIT, embora a obra dependa de etapas administrativas.