As urnas de Mato Grosso do Sul vão receber os votos de 2.024.884 eleitores aptos nas eleições gerais de 2026, agendadas para o dia 4 de outubro. Em relação ao pleito de 2022, o estado registrou um acréscimo de 28 mil pessoas no cadastro geral, abrangendo a escolha para presidente da República, governador, senador, deputados federais e deputados estaduais.
No município de Três Lagoas, o total chegou a 88.668 eleitores. Desse grupo, 79.459 possuem voto obrigatório e 9.209 estão nas faixas em que a participação é facultativa. Além disso, a cidade conta com 92,6% do eleitorado com o cadastro biométrico regularizado.
O perfil dos votantes sul-mato-grossenses também destaca faixas geracionais específicas, como os 22.747 jovens entre 16 e 17 anos e os 202.325 eleitores com 70 anos ou mais, públicos para os quais o voto não é obrigatório.
A estudante Taisa Emanuele da Silva vai votar pela primeira vez e destacou o papel dos adolescentes na política. “Considero extremamente importante nós, adolescentes, entrarmos nesse meio político desde cedo. A gente escuta em casa, dos pais, avós e tios, e também na escola, que tudo que a gente vive envolve política”, afirmou.
“Principalmente sendo uma mulher da periferia, de escola pública, ter essa voz de escolher o meu representante, tanto federal quanto estadual e nacional, é muito importante”, acrescentou a estudante sobre a decisão nas urnas.
Na outra extremidade da pirâmide etária, o aposentado Anédio de Souza, que completa 79 anos e vota desde os 18, mantém a rotina de participação. “O povo está falando em mudança, e tem certas mudanças que a gente tem medo. A gente pesa no futuro dos netos, da juventude”, declarou.
A divisão por gênero em Mato Grosso do Sul reflete a média nacional, com as mulheres representando 53% do eleitorado e os homens somando 47%. A empresária Euvira Faustino pontuou a relevância da presença feminina no processo. “Eu acho importante, porque a gente precisa ter a nossa voz. A gente vê tanto feminicídio por aí, cadê as nossas leis?”, questionou.
Com ampla vivência nas urnas, o dentista aposentado e ex-vereador Jorge Martinho reforçou a importância do engajamento cívico. “A democracia se alimenta das eleições. Aqui no Brasil, de dois em dois anos, nós somos convocados a participar desse momento democrático de renovação dos nossos mandatários municipais, estaduais e federais”, concluiu.