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02/10/2026 | 3 min leitura

Três Lagoas tem 88.668 eleitores aptos para votação em outubro

Mato Grosso do Sul soma 2.024.884 votantes para as eleições de 2026, com alta no eleitorado jovem e biométrico.

Três Lagoas tem 88.668 eleitores aptos para votação em outubro

As urnas de Mato Grosso do Sul vão receber os votos de 2.024.884 eleitores aptos nas eleições gerais de 2026, agendadas para o dia 4 de outubro. Em relação ao pleito de 2022, o estado registrou um acréscimo de 28 mil pessoas no cadastro geral, abrangendo a escolha para presidente da República, governador, senador, deputados federais e deputados estaduais.

No município de Três Lagoas, o total chegou a 88.668 eleitores. Desse grupo, 79.459 possuem voto obrigatório e 9.209 estão nas faixas em que a participação é facultativa. Além disso, a cidade conta com 92,6% do eleitorado com o cadastro biométrico regularizado.

O perfil dos votantes sul-mato-grossenses também destaca faixas geracionais específicas, como os 22.747 jovens entre 16 e 17 anos e os 202.325 eleitores com 70 anos ou mais, públicos para os quais o voto não é obrigatório.

A estudante Taisa Emanuele da Silva vai votar pela primeira vez e destacou o papel dos adolescentes na política. “Considero extremamente importante nós, adolescentes, entrarmos nesse meio político desde cedo. A gente escuta em casa, dos pais, avós e tios, e também na escola, que tudo que a gente vive envolve política”, afirmou.

“Principalmente sendo uma mulher da periferia, de escola pública, ter essa voz de escolher o meu representante, tanto federal quanto estadual e nacional, é muito importante”, acrescentou a estudante sobre a decisão nas urnas.

Na outra extremidade da pirâmide etária, o aposentado Anédio de Souza, que completa 79 anos e vota desde os 18, mantém a rotina de participação. “O povo está falando em mudança, e tem certas mudanças que a gente tem medo. A gente pesa no futuro dos netos, da juventude”, declarou.

A divisão por gênero em Mato Grosso do Sul reflete a média nacional, com as mulheres representando 53% do eleitorado e os homens somando 47%. A empresária Euvira Faustino pontuou a relevância da presença feminina no processo. “Eu acho importante, porque a gente precisa ter a nossa voz. A gente vê tanto feminicídio por aí, cadê as nossas leis?”, questionou.

Com ampla vivência nas urnas, o dentista aposentado e ex-vereador Jorge Martinho reforçou a importância do engajamento cívico. “A democracia se alimenta das eleições. Aqui no Brasil, de dois em dois anos, nós somos convocados a participar desse momento democrático de renovação dos nossos mandatários municipais, estaduais e federais”, concluiu.