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22/10/2026 | 2 min leitura

TSE estuda suspender canais com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp antes da eleição

Proposta do Tribunal Superior Eleitoral atinge perfis políticos de grande alcance nas vésperas do segundo turno.

TSE estuda suspender canais com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp antes da eleição

Canais de mensagens com teor político e contando com mais de 200 mil seguidores podem ficar fora do ar nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, conforme uma minuta de resolução em estudo no Tribunal Superior Eleitoral. A votação está agendada para o próximo domingo (25).

O documento foi redigido pelo vice-presidente da Corte Eleitoral, ministro André Mendonça, após debates em reuniões informais ocorridas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). A medida pode impactar ferramentas como o canal “Exército do Lula”, que contabilizou 7 milhões de inscritos nesta quarta (21), e o canal “Tropa do Flávio”, que soma 2 milhões de seguidores.

Segundo a assessoria do gabinete de André Mendonça, o texto foi elaborado a partir de um consenso interno. “O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, informou o gabinete.

A nota acrescenta ainda que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”. A minuta aplica aos canais de transmissão as mesmas restrições já aplicadas ao conteúdo impulsionado de campanha.

A proposta também aponta que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

A discussão ocorre após uma série de impasses jurídicos envolvendo o canal “Exército do Lula”, que chegou a ser suspenso e posteriormente liberado pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, após o registro oficial feito pela campanha e intervenção do corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. O canal é administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).