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20/03/2026 | 4 min leitura

Vale da Celulose: Mato Grosso do Sul se firma como líder global no setor florestal

Mato Grosso do Sul se consolida como potência mundial na produção de celulose, impulsionado por investimentos e expansão do setor.

Vale da Celulose: Mato Grosso do Sul se firma como líder global no setor florestal

O Mato Grosso do Sul, impulsionado por Três Lagoas, solidificou sua posição como principal centro produtor de celulose global, liderando uma transformação industrial focada em recursos renováveis. Uma iniciativa que começou modestamente na década de 1920 evoluiu ao longo de um século, tornando-se um alicerce crucial da economia brasileira e um exemplo mundial em bioeconomia.

A história do setor no Brasil tem suas raízes em 1924, quando Leon Feffer, um imigrante ucraniano, estabeleceu a Leon Feffer & Cia, marcando o início de uma jornada que resultaria na formação da Suzano, atualmente uma das maiores fabricantes de celulose do mundo. Ao longo dos anos, a empresa se destacou como pioneira no desenvolvimento da celulose de eucalipto, uma tecnologia que elevou o Brasil à vanguarda global.

O Epicentro da Produção Global

O Mato Grosso do Sul se destaca por abrigar um dos maiores complexos industriais de celulose em escala mundial. Em Três Lagoas, operam duas unidades da Suzano e uma da Eldorado Brasil, enquanto Ribas do Rio Pardo possui uma das fábricas mais modernas do setor.

A capacidade combinada dessas unidades é notável:

Suzano (Três Lagoas): 3,25 milhões de toneladas/ano

Eldorado Brasil (Três Lagoas): 1,8 milhão de toneladas/ano

Suzano (Ribas do Rio Pardo): 2,55 milhões de toneladas/ano

Essa infraestrutura resulta em uma produção anual de cerca de 7,6 milhões de toneladas de celulose, estabelecendo o estado como líder absoluto no cenário nacional.

Expansão Acelerada e Novos Investimentos

Espera-se que a importância do Mato Grosso do Sul aumente ainda mais nos próximos anos. A Arauco, empresa multinacional chilena, está progredindo com o Projeto Sucuriú em Inocência, que contribuirá com 3,5 milhões de toneladas/ano – a maior fábrica de celulose em uma única linha de produção do mundo.

Como resultado, a capacidade de produção do estado aumentará para 11,1 milhões de toneladas por ano, fortalecendo ainda mais sua posição no mercado internacional.

Outro empreendimento estratégico é o da Bracell, que planeja construir uma unidade em Bataguassu com capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas/ano de celulose kraft. Se confirmado, o volume total produzido no estado poderá atingir 13,9 milhões de toneladas anuais.

Existe também a possibilidade de expansão da Eldorado Brasil, com a construção de uma segunda linha industrial, o que pode solidificar de vez o Mato Grosso do Sul como o maior produtor mundial de celulose.

Impactos Econômicos e Sociais

Além dos números impressionantes, o desenvolvimento da indústria de celulose tem promovido o crescimento regional. A construção e operação dessas fábricas criam milhares de empregos diretos e indiretos, dinamizam a economia local e incentivam o desenvolvimento profissional da mão de obra.

Cidades como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Inocência passaram por grandes transformações urbanas e econômicas, tornando-se importantes centros industriais.

Um Caminho Sem Volta

A consolidação do chamado “Vale da Celulose” representa mais do que simplesmente crescimento econômico: simboliza uma mudança estrutural no modelo de produção brasileiro, baseada em sustentabilidade e inovação.

Com florestas plantadas, uma matriz energética predominantemente renovável e uma crescente demanda global por biomateriais, o setor florestal posiciona o Brasil – e especialmente o Mato Grosso do Sul – como um ator chave na transição para uma economia de baixo carbono.

Diante desse panorama, especialistas concordam: o avanço da celulose na região é um caminho irreversível, com potencial para remodelar o papel do Brasil na economia global nas próximas décadas.

Original em Perfil News

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