Depredação do patrimônio público e furtos de fiação são incidentes frequentes que comprometem a iluminação de áreas públicas, acendendo um alerta sobre a segurança em Três Lagoas.
A crescente onda de furtos de fios e cabos elétricos tem provocado indignação e apreensão entre os residentes de vários bairros de Três Lagoas. Essa problemática, que se tornou comum, atinge tanto as periferias quanto as áreas centrais, resultando em danos ao patrimônio público, comprometendo a segurança dos cidadãos e deixando diversos locais sem luz.
É comum observar criminosos retirando a fiação elétrica com o propósito de comercializar o cobre. Essa prática já afetou pontos cruciais como a Lagoa Maior e a Segunda Lagoa, onde a administração municipal havia investido para aprimorar a iluminação, a segurança e a qualidade de vida da população.
Escuridão
Na Segunda Lagoa, por exemplo, grande parte da iluminação foi destruída após indivíduos subtraírem a fiação subterrânea. Moradores relataram ter flagrado suspeitos escavando o solo em pleno dia para cometer o crime e, ao tentarem intervir, foram ameaçados. Como consequência, uma vasta área permanece na escuridão por vários meses, sem que uma solução definitiva seja implementada.
Mais recentemente, imagens de câmeras de segurança mostraram um grupo de adolescentes praticando vandalismo em uma praça do bairro Quinta da Lagoa, durante a madrugada. As gravações indicam que os jovens tentaram arrancar a fiação de um relógio público. Embora não tenham conseguido remover os cabos, provocaram um curto-circuito que resultou em explosões, deixando o local totalmente sem luz e causando medo e transtornos para os moradores da região.
Algazarra
As queixas não se limitam a esses casos. Residentes das imediações da Lagoa Maior também relatam frequentes perturbações do sossego, especialmente nas madrugadas, quando grupos de jovens promovem algazarras, impedindo o merecido descanso das famílias.
Diante desse cenário, a necessidade de ações mais rigorosas e eficazes é inegável. É crucial expandir o monitoramento por câmeras em espaços públicos, fortalecer o patrulhamento preventivo e intensificar a fiscalização da venda ilegal de cobre e outros materiais furtados. Da mesma forma, é imperativo identificar e responsabilizar os autores desses delitos, sejam eles usuários de drogas, criminosos reincidentes ou adolescentes envolvidos em práticas ilícitas.
A comunidade está exausta de ver o dinheiro público sendo desperdiçado com a destruição de equipamentos e estruturas recém-instaladas por vândalos e criminosos. Três Lagoas precisa de respostas concretas. O patrimônio público pertence à população e sua conservação deve ser tratada como prioridade máxima pelas autoridades competentes.
Enquanto medidas efetivas não forem postas em prática, os moradores continuarão a enfrentar a insegurança, o vandalismo e a sensação de abandono que atualmente se espalham por diversos pontos da cidade.