Curadoria Inteligente
26/07/2026 | 4 min leitura

Você é contra ou a favor da remoção de andarilhos das ruas de Três Lagoas? Deixe sua opinião

Três Lagoas enfrenta desafio social com aumento de moradores de rua, dividindo opiniões sobre assistência e segurança pública.

Você é contra ou a favor da remoção de andarilhos das ruas de Três Lagoas? Deixe sua opinião

O crescente número de pessoas em situação de rua tem se tornado um ponto de atenção em Três Lagoas. A cidade, reconhecida por seu desenvolvimento econômico acelerado em Mato Grosso do Sul, também lida com um complexo desafio social que afeta moradores, comerciantes e as autoridades locais.

É frequente encontrar indivíduos vivendo nas ruas em diversos bairros, notavelmente na área central e próximo a pontos comerciais. Muitos residentes relatam um aumento na percepção de insegurança, mencionando incidentes como furtos, uso de entorpecentes em locais públicos e abordagens constantes para pedir esmolas.

Contrariamente, entidades sociais e especialistas enfatizam que a associação entre todas as pessoas em situação de rua e a criminalidade é equivocada. Muitos desses indivíduos enfrentam desafios como desemprego, desintegração familiar, dependência química ou questões de saúde mental, demandando intervenções em assistência social e saúde, além do suporte das forças de segurança em casos de atividades criminosas.

Centros de Atendimento Especializado

Em Três Lagoas, a população em situação de rua recebe assistência através do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e do Serviço de Acolhimento POP, ambos sob a gestão da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS).

Estes serviços disponibilizam refeições (café da manhã, almoço e lanche da tarde), áreas para higiene pessoal, lavanderia, local para guardar pertences e a distribuição de vestuário e cobertores. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Apesar da oferta desses serviços, residentes da Rua Protázio Garcia Leal, localizada no bairro Santa Terezinha, relatam conviver diariamente com episódios de furtos, uso de entorpecentes e outras perturbações. Eles solicitam ações mais efetivas do poder público para mitigar os efeitos na vizinhança e elevar o sentimento de segurança. Alguns moradores mencionam que, ao contatar as autoridades, foram informados de que tais situações são habituais em cidades em expansão, o que tem gerado insatisfação na comunidade.

Opinião da População

O assunto gera diferentes perspectivas.

Parte da população defende o reforço das políticas públicas de acolhimento, tratamentos para dependência química, assistência em saúde mental, qualificação profissional e a reinserção social desses indivíduos.

Outra parcela acredita ser fundamental intensificar a fiscalização, fortalecer a segurança pública e evitar a ocupação prolongada de espaços públicos, principalmente em áreas comerciais e de intenso movimento.

É crucial salientar que a internação compulsória só é permitida nas situações previstas em lei, mediante avaliação médica e, quando aplicável, decisão judicial. Similarmente, o direcionamento de pessoas aos seus locais de origem requer conformidade com os trâmites legais e, frequentemente, a aprovação do próprio indivíduo, além da coordenação entre as entidades governamentais.

Sua Opinião é Importante

Na sua perspectiva:

  • As políticas públicas de acolhimento necessitam de ampliação?
  • A segurança pública deve ser intensificada nas regiões mais impactadas?
  • É fundamental investir mais em tratamentos para dependência química e saúde mental?
  • De que forma é possível harmonizar a assistência social, o respeito aos direitos dos moradores de rua e a segurança geral da população?
  • Você crê que o governo deveria prover apoio para o retorno dessas pessoas aos seus municípios de origem, quando viável e em conformidade com a legislação?

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O objetivo é fomentar um diálogo construtivo sobre este assunto multifacetado, que abrange tanto a proteção dos indivíduos em vulnerabilidade social quanto a segurança, o bem-estar e a qualidade de vida de toda a comunidade de Três Lagoas.

Original em Radio Caçula

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