Curadoria Inteligente
16/05/2026 | 4 min leitura

Workshop em Três Lagoas discute segurança de barragens e integração de órgãos públicos

Encontro em Três Lagoas debateu ações preventivas e protocolos de emergência para a Usina Hidrelétrica de Jupiá.

Workshop em Três Lagoas discute segurança de barragens e integração de órgãos públicos

Segurança de Barragens e Integração em Debate

A segurança das barragens e a união entre entidades públicas foram os temas centrais de um workshop sediado em Três Lagoas. O encontro congregou representantes da CTG Brasil, da Defesa Civil e de municípios da região para discutir medidas preventivas e normas de emergência relacionadas à Usina Hidrelétrica de Jupiá. Profissionais de hidrelétricas como Três Irmãos e Porto Primavera também marcaram presença.

O objetivo principal do primeiro workshop de integração foi consolidar a gestão de emergências, apresentando e harmonizando o Plano de Ação de Emergência (PAI) da usina com os Planos de Contingência Municipais (Plancons).

Pedro Nunes Pereira, gerente de engenharia civil e segurança de barragem da CTG, ressaltou que o foco do evento é a proteção das comunidades locais. Ele explicou que o PAI é um processo técnico desenvolvido pela concessionária, enquanto o Plancon é gerido pela Defesa Civil.

“O PAI e o Plancon, através desse processo, Defesa Civil e equipe técnica da CTG trabalharão em conjunto na zona de autossalvamento, que é aquela área localizada imediatamente após a barragem, que seria impactada em caso de uma ruptura acidental”, explicou o gerente.

Pereira garantiu que as ações preventivas práticas já estão em funcionamento na região.

“A CTG Brasil instalou sirenes de alerta para a população que mora naquela região, foram instaladas rotas de evacuação e sinalizados todos os pontos de segurança para que, evidentemente, no caso de uma necessidade, de uma emergência, a população possa sair daquela área de maneira organizada, de forma mais rápida possível”, garantiu.

Apesar de construída na década de 1960, a Usina de Jupiá é tida como um marco da engenharia nacional. A estrutura passa por monitoramento constante, com inspeções prediais quinzenais e vários sensores avaliando desde a pressão da água até a previsão do tempo.

“Uma usina bem construída, bem projetada e muito bem monitorada”, elogiou Pedro Nunes Pereira.

“Todo esse dado, essa informação que é coletada na frequência quinzenal, ele é analisado por equipe de especialistas e qualquer problema que possa ser identificado, ele é tratado de imediato. Então, o que a gente pode afirmar, sim, que a usina Jupiá é extremamente segura. Não existe possibilidade nenhuma de ruptura dessa barragem”, ressaltou o especialista.

Além das inspeções físicas, a segurança foi aprimorada com a automatização da instrumentação principal, o que viabiliza a identificação precoce de potenciais problemas. A empresa também mantém um Centro de Segurança de Barragens que avalia a estabilidade estrutural das 14 plantas do portfólio da CTG Brasil em tempo real.

O evento mobilizou as Defesas Civis de municípios sul-mato-grossenses e paulistas (como Castilho, Pauliceia e Panorama) que integram as Zonas de Autossalvamento (ZAS) e de Segurança Secundária (ZSS).

O Coordenador Estadual da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul salientou a importância dessa organização para garantir a eficiência em possíveis desastres.

“É muito importante nós estarmos com essa integração entre coordenadoria estadual e Defesa Civil Municipal, porque no momento em que nós tivermos uma ação conjunta, todos nós iremos saber qual é a função de cada qual e a resposta imediata para a população”, afirmou o coordenador.

Ele recordou que a Defesa Civil é o primeiro órgão a ser acionado, atuando junto ao Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Ambiental e empresas privadas.

Por fim, a CTG Brasil reafirmou que a Usina de Jupiá atende a todos os requisitos definidos na legislação brasileira, sendo considerada uma estrutura de baixo risco pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Original em RCN 67

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