A coligação que reelegeu o governador Eduardo Riedel assegurou 20 das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para o segundo mandato com início previsto para 2027. O grupo governista também garantiu sete das oito vagas estaduais na Câmara dos Deputados e os dois mandatos em disputa no Senado Federal.
Apesar da ampla maioria numérica, o cenário interno sofreu alterações expressivas com o desempenho do PL, que conquistou sozinho nove vagas no legislativo estadual. O PP, partido de Riedel, elegeu três parlamentares. Com a nova distribuição, a sustentação política depende do alinhamento com a legenda liberal para alcançar o quórum necessário de votos.
Nas urnas de 2026, o chefe do Executivo estadual obteve a vitória no primeiro turno com 914.323 votos, equivalentes a 67,07% dos válidos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. No pleito para o Senado, Reinaldo Azambuja registrou 903.554 votos e Capitão Contar alcançou 856.045 votos.
Cenário federal e prioridades
Diante do processo eleitoral para a presidência da república, o governador declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Em declaração sobre o cenário nacional, o chefe do executivo pontuou: "Nós vamos estar ativos, vamos conversar com o candidato Flávio, com toda a equipe de campanha dele, para ver como que nós aqui no Mato Grosso do Sul podemos colaborar ainda mais nessas três semanas que faltam".
O governador também destacou que "é o momento da gente reestruturar o plano federal e pensar em novos rumos". Entre as demandas mapeadas para o novo ciclo administrativo constam investimentos em infraestrutura viária e ajustes na arrecadação tributária.