Curadoria Inteligente
21/03/2026 | 2 min leitura

A regularização fundiária como instrumento de governança territorial: artigo no Jornal do Povo

Regularização fundiária como organização de registros e garantia do uso da terra alinhado às normas, fortalecendo a presença institucional do Estado.

A regularização fundiária como instrumento de governança territorial: artigo no Jornal do Povo

Regularização Fundiária e Governança Territorial

No Brasil, a regularização fundiária ainda é vista como um procedimento burocrático, minimizando um problema estrutural. A falta de clareza na titularidade da terra e a precariedade dos registros territoriais geram insegurança jurídica, conflitos e ocupações irregulares.

Quando o território não é identificado e fiscalizado, o poder público perde o controle, resultando em parcelamentos informais do solo, exploração irregular de recursos naturais e descumprimento de normas ambientais e urbanísticas. Isso influencia a governança do território.

Em áreas urbanas periféricas e rurais, a ausência de regularização fundiária leva a regras informais de ocupação e disputas possessórias, além de práticas ambientais ilegais.

A regularização fundiária deve ser entendida como um instrumento de governança territorial, organizando registros, identificando limites e garantindo o uso da terra conforme as normas ambientais, tributárias e urbanísticas. É restabelecer as bases legais de ocupação e fortalecer a presença do Estado.

A antiga Fazenda Parolin, em Santa Catarina, exemplifica essa complexidade, enfrentando desafios como ocupação irregular e disputas possessórias.

O processo em curso envolve levantamento técnico, reorganização territorial, atualização documental da propriedade, análise registral e georreferenciamento, além da regularização fiscal e análise ambiental.

Essas informações permitem identificar os limites da propriedade, garantir segurança jurídica e viabilizar a fiscalização do uso do território, criando condições para conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Tratar a regularização fundiária como mera burocracia ignora seu papel na organização do território, essencial para a legalidade, proteção ambiental e desenvolvimento territorial em um país com insegurança fundiária e conflitos pela terra.

Original em RCN 67

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