Curadoria Inteligente
05/03/2026 | 3 min leitura

Atlas Mundial da Obesidade revela alta de sobrepeso em crianças e adolescentes no Brasil

Estudo aponta que milhões de crianças brasileiras sofrem com sobrepeso e obesidade, com projeções alarmantes para o futuro.

Atlas Mundial da Obesidade revela alta de sobrepeso em crianças e adolescentes no Brasil

Alerta sobre obesidade infantil no Brasil

Um estudo recente, o Atlas Mundial da Obesidade 2026, divulgado no Dia Mundial da Obesidade, revela que 20,7% das crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos no mundo estão acima do peso ou obesas, totalizando 419 milhões de indivíduos. A Federação Mundial de Obesidade estima que esse número possa atingir 507 milhões até 2040.

A organização destaca que a obesidade infantil pode levar a problemas de saúde como hipertensão e doenças cardiovasculares, geralmente observadas em adultos. As projeções indicam que, até 2040, 57,6 milhões de crianças poderão apresentar sinais precoces de doenças cardiovasculares e 43,2 milhões, hipertensão.

A federação critica a falta de ações eficazes contra a obesidade infantil em nível global, instando os países a adotarem políticas de prevenção, monitoramento e tratamento.

Entre as medidas sugeridas estão a taxação de bebidas açucaradas, restrições ao marketing infantil, promoção da atividade física, proteção do aleitamento materno, melhoria da alimentação escolar e integração da prevenção e tratamento da obesidade nos sistemas de atenção primária.

No Brasil, o levantamento aponta que 6,6 milhões de crianças entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso ou obesidade. Esse número sobe para 9,9 milhões ao incluir adolescentes de 10 a 19 anos, totalizando 16,5 milhões de jovens com excesso de peso no país.

Em 2025, aproximadamente 1,4 milhão de crianças foram diagnosticadas com hipertensão relacionada ao IMC, 572 mil com hiperglicemia, 1,8 milhão com triglicerídeos elevados e 4 milhões com doença hepática esteatótica metabólica (acúmulo de gordura no fígado).

A previsão para 2040 no Brasil é de mais de 1,6 milhão de crianças e adolescentes com hipertensão relacionada ao IMC, 635 mil com hiperglicemia, 2,1 milhões com triglicerídeos elevados e 4,6 milhões com doença hepática esteatótica metabólica.

Para Bruno Halpern, vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), o atlas revela um aumento preocupante da obesidade infantil, principalmente em países de baixa e média renda.

Ele observa que o consumo de alimentos ultraprocessados e baratos tem crescido, afetando principalmente crianças de classes socioeconômicas mais baixas.

Halpern, que também é membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), alerta que o Brasil não foge à regra, com dados que confirmam o aumento alarmante da obesidade infantil.

Ele enfatiza que a obesidade é um problema de todos e que é preciso mudar a percepção de que se trata apenas de uma questão individual.

Halpern defende a taxação de ultraprocessados e refrigerantes, a redução da propaganda infantil e o combate à obesidade materna como forma de prevenir a obesidade infantil.

*Informações da Agência Brasil.

Original em RCN 67

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