Curadoria Inteligente
08/09/2026 | 3 min leitura

Aumento de queimadas em terrenos baldios acende alerta em Três Lagoas

Três Lagoas registra salto em denúncias de queimadas em terrenos baldios e autoridades ambientais intensificam alerta.

Aumento de queimadas em terrenos baldios acende alerta em Três Lagoas

As ocorrências de queimadas em terrenos baldios voltaram a gerar preocupação em Três Lagoas. No período compreendido entre janeiro e agosto deste ano, o município contabilizou 100 denúncias, superando o patamar registrado no mesmo intervalo do ano anterior, que somou 88 casos, e aproximando-se do total acumulado durante todo o ano de 2025, fixado em 123 registros.

A prática acende um sinal amarelo devido aos impactos negativos ao ecossistema, bem como aos riscos diretos à saúde e à segurança pública. Grande parte das ocorrências ainda está associada ao hábito de atear fogo em lixo como método de limpeza ou descarte, conduta que pode escapar ao controle com facilidade, propagar-se pela vegetação, prejudicar a fauna e colocar em risco construções vizinhas.

A diretora de Meio Ambiente ressaltou que a estação seca potencializa o risco de alastramento do fogo, mesmo diante de ocorrências pontuais de precipitação.

“Nós estamos num período de estiagem, por mais que seja uma estiagem atípica, com pancadas de chuva. Mesmo assim, no nosso clima, é um período mais propício para queimadas”, declarou.

A ausência de manutenção adequada nos lotes vagos surge como um dos principais fatores ligados às ocorrências. Segundo a gestora, locais desprovidos de conservação regular, sem limpeza periódica e com acúmulo de detritos estimulam o surgimento de chamas, inclusive quando moradores recorrem ao fogo para tentar higienizar a propriedade.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente desenvolve iniciativas de orientação e conscientização para tentar modificar essa conduta, especialmente entre munícipes que ainda mantêm o costume de acumular folhas, lixo ou resíduos no quintal para queima.

“Infelizmente ainda há essa cultura dos mais antigos de varrer a calçada, varrer o quintal, juntar o montinho e colocar fogo. Nesses casos, a gente tenta conversar com o proprietário do imóvel, fazer educação ambiental e conscientização, até por questão de saúde, qualidade de vida e poluição do meio ambiente”, pontuou.

Além das orientações educativas, a fiscalização possui prerrogativa para aplicar sanções. Na constatação de queimada, o responsável fica sujeito a um auto de infração acompanhado de laudo pericial, resultando em multa de aproximadamente R$ 700 por lote.

A diretora reforçou que utilizar o fogo para limpeza ou queimar lixo é proibido por lei e enquadrado como crime ambiental. A colaboração da comunidade é apontada como essencial para que os fiscais alcancem os pontos onde os incêndios ocorrem.

A recomendação oficial é para que os cidadãos evitem tentar apagar as chamas por conta própria em situações de risco de propagação, acionando imediatamente os órgãos competentes. O aviso da fiscalização é taxativo: resíduos não devem ser incinerados e lotes baldios não podem se transformar em focos de incêndio.

Original em RCN 67

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